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Saúde

7 mitos e verdades sobre a febre amarela

Foto: Reprodução/Facebook

Com 110 óbitos por febre amarela confirmados em Minas Gerais, crescem as dúvidas da população sobre a doença. Confira os principais mitos e verdades sobre a epidemia:

1- A febre é o principal sintoma. VERDADE. A febre amarela é considerada uma síndrome febril transmitida por mosquito. Assim, o principal sintoma dela é a febre que dura até sete dias. Associados à febre, o paciente apresenta alguns sintomas gerais e inespecíficos: calafrios, dores pelo corpo, dor de cabeça, dor nas costas, mal-estar, náuseas e vômitos.

2 – A pessoa fica com a pele amarelada. VERDADE. O nome da febre é característico pois em torno de 15% a 25% dos pacientes ficam com a pele amarelada (icterícia).

3 – Qualquer pessoa pode se vacinar. MITO. Atualmente, o Ministério da Saúde considera uma pessoa com vacinação completa após duas doses da vacina, sendo que é necessário um prazo de 10 anos entre as duas vacinas. Crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam crianças de até seis meses não devem vacinar. Em situações de emergência epidemiológica e vigência de surtos, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.4

4 – É possível prevenir. VERDADE. Porém, a única forma de prevenção é a vacinação contra o vírus da febre amarela.

5. Existe tratamento específico. MITO. Assim como a dengue, zika e chikungunya, inicialmente é oferecido suporte para dor e orientação de ingestão de bastante líquido. Caso haja piora dos sintomas, é necessária a internação e alguns casos inclusive são internados em UTI.

6. A doença é contagiosa. MITO. A única forma de transmissão da febre amarela é pela picada do mosquito.

7. O diagnóstico está disponível em todo o Brasil. MITO. O diagnóstico é realizado por exame de sangue, mas não está disponível em todos os lugares do Brasil, por ser um exame muito específico. Contudo sempre que há risco é feita a coleta de material para exame e encaminhado ao laboratório para confirmar. O diagnóstico laboratorial não é obrigatório para o tratamento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) 

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