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Agronegócio

Técnicos agrícolas poderão assinar projetos de crédito rural de valores mais altos

Uma boa novidade marcou, nesta quarta-feira (08/11), o 2º Encontro de Técnicos Agrícolas de Minas Gerais, evento que reuniu profissionais da área, na sede da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em Belo Horizonte. O presidente da empresa, Glenio Martins, anunciou o atendimento pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), às reivindicação dos técnicos agrícolas, para a ampliação dos valores máximos permitidos na assinatura de projetos de crédito rural.

“Esse é um pedido que fizemos há mais de oito meses. Havia uma limitação no valor dos projetos que os técnicos agrícolas podiam assinar e esse valor estava desatualizado há mais de 15 anos. Isso limitava o exercício da função do técnico, pois o valor do crédito do Pronaf, por exemplo, estava aumentando. Então, isso é uma vitória para os nossos técnicos agrícolas e para os autônomos”, argumentou Martins.

Desde 2002, o teto para os projetos que podiam ser aprovados por técnicos agrícolas era de R$150 mil e, para se ter uma ideia dessa discrepância, basta ver que o Plano Safra 2016/2017 prevê um teto de financiamento individual de R$ 330 mil , e acima de R$ 1 milhão, em caso de financiamento coletivo.

Agora com a decisão do Crea-MG, os valores dos projetos e de assistências técnicas nas áreas de crédito rural e agroindustrial, para efeito de investimento e custeio do Pronaf e demais linhas de crédito devem ter seus limites acompanhados pelos limites de créditos estabelecidos pelo Governo federal.

No encontro de hoje, os técnicos agrícolas também debateram os impactos das reformas trabalhistas e da Previdência Social. Um dos destaques que reuniu a categoria, que só na Emater-MG tem 516 profissionais, do total 1.893 funcionários, foi a criação do Conselho Profissional de Técnicos Agrícolas e Industriais. Atualmente, tramita no Senado o Projeto de Lei 5176/16, do Poder Executivo, que cria o Conselho Federal e os conselhos regionais.

Consumo

Outro destaque do evento, ficou por conta do ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional, o também ex-governador Ciro Gomes, que discorreu sobre o cenário econômico do Brasil. Em coletiva à imprensa, pouco antes da sua palestra, Ciro Gomes falou da importância desses profissionais para o desenvolvimento do setor agrícola e na atuação de uma produção que atenda a um consumidor mais preocupado em obter produtos feitos com práticas sustentáveis. “O jovem consumidor fará três perguntas: quanto custa; a quem beneficia e se o seu consumo é amistoso à natureza, na origem e no rejeito, durante a produção”, disse.

Fonte: Emater

 

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