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Agronegócio

Uma fazenda é roubada a cada dois dias em Minas Gerais

Foto: O Popular
Mais de metade das ocorrências registradas no Triângulo Mineiro está relacionada a furto de gado, e em boa parte dos casos há envolvimento de funcionários da propriedade

A falta de segurança se tornou uma das maiores preocupações do homem do campo no Brasil. O número de ocorrências de furtos e roubos em propriedades rurais é crescente. Em Minas Gerais, por exemplo, casos desse tipo tiveram elevação de 7% neste ano. No Triângulo Mineiro, a cada dias uma fazenda é invadida por bandidos. Um produtor da região, que não quis se identificar por temer represálias, contou à reportagem do Canal Rural que sua propriedade foi invadida e a família do caseiro foi rendida pelos criminosos. Objetos e alguns animais foram levados. Ele afirma que o problema é que os bandidos são presos e posteriormente soltos por várias vezes, voltando a cometer delitos. “A polícia enxuga gelo”, compara.

Atualmente, a porteira da fazenda é mantida constantemente trancada. “Não tem acesso de ninguém, somente pessoas conhecidas que têm a chave ou quem liga e pede ir à fazenda”, diz.

Neste ano, Minas Gerais registrou 1.053 casos de roubos de imóveis rurais, 7% a mais que no mesmo período do ano passado. Mais de 50% das ocorrências estão relacionadas a furto de gado.

Segundo investigações da Polícia Civil, em mais de 80% dos casos funcionários da própria fazenda estão envolvidos nos crimes, por fornecimento de informações que facilitam a ação dos bandidos.

O furto de gado é conhecido como abigeato e a pena para quem cometer este tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão.
No Triângulo Mineiro, os municípios de Delta, Uberaba, Veríssimo e Água Comprida registraram mais de cem casos de roubo e furto de gado neste ano – quase uma ocorrência a cada dois dias.

De acordo com o delegado da Policia Civil Diego Paganucci Lodi, algumas medidas estão sendo tomadas para reduzir o número de ocorrências no campo. Ele afirma que a Polícia Militar tem feito a patrulha rural, com número próprio de atendimento, por exemplo, e também foram formados grupos de WhatsApp para melhorar e agilizar a comunicação.

“A Polícia Civil tem intensificado as investigações e realizado diversas apreensões de armas e caminhão de transporte. Numa terceira vertente, nós estamos junto com a vigilância sanitária fiscalizando casas de carnes, açougues e supermercados para reduzir a compra de carne de gado abatido ilegalmente”, diz o delegado Lodi.

Ele também afirma que os produtores rurais e os consumidores podem ajudar o trabalho da polícia denunciando estabelecimentos suspeitos. De acordo com o delegado, a presença de armas na propriedade não é garantia de segurança. “Nós notamos que, quando o produtor rural tem arma na propriedade e tem o confronto, na maioria das vezes ele leva a pior. Ele não tem treinamento necessário para usar a arma, muitas vezes é pego de surpresa e alguns criminosos até vão a uma determinada propriedade sabendo que ali tem armamento”.

(Via Canal Rural)

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