Redação | Comercial

Brasil e Mundo

Inadimplência é recorde e cobranças aumentam

Nunca o Brasil teve tantos consumidores inadimplentes. Segundo dados divulgados na última quinta-feira (6) pela Serasa Experian, o país possuía, em maio, mais de 61 milhões de negativados. O número, que foi impulsionado pela crise econômica e pelo desemprego, é recorde na série histórica, iniciada em 2012. Em cenários caóticos como esse, fica a ideia de que as empresas de cobrança são as que mais comemoram, pois, no período, a demanda aumenta. Porém, ao consultarmos o mercado, percebemos que muitos ainda se mostram reticentes.

Além disso, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 25% dos brasileiros que tentaram efetuar compra a prazo ou obter algum tipo de financiamento no último mês de meio não conseguiram. Ou seja, um em cada quatro pessoas não obtiveram crédito por estarem em lista de inadimplentes ou por não terem comprovante de renda.

Segundo Leandro Camilo, sócio proprietário da LC Cobranças, empresa especializada em recuperação de ativos de pessoas jurídicas, a recessão como está prejudica na formalização de acordos. “Claro que o momento se torna oportuno para o setor, pois temos mais demanda. Porém, ao mesmo tempo, os clientes passam a não ter a possibilidade de efetuar o pagamento e os acordos precisam de maior diluição, o que gera dificuldade de receber pelas partes”, explica.

Victor Felipe Oliveira, CEO da VGX Contact Center, empresa voltada para pessoas físicas e jurídicas, corrobora com sua tese. “Vemos o cenário com muita preocupação. Apesar do aumento do serviço, que foi de 17%, perdemos muito no serviço de venda, uma vez que nossos clientes estão com mais restrição para compras e investimentos. Torcemos para que tão logo o Brasil melhore e o desemprego acabe, e as pessoas voltem à vida normal”, complementa.

Abordagem. Em um período tão delicado, a tática é entender o consumidor inadimplente e suas necessidades, para que as partes entrem em acordo e o débito seja sanado. “Nosso objetivo é fazer uma cobrança incessante para que o débito se torne uma prioridade para quem está inadimplente. Porém, nossos funcionários possuem conhecimentos jurídicos e o fazem de uma forma que entendem primeiro a situação e necessidade do consumidor, para, assim, conseguir um acordo para nosso cliente”, explica Leandro.

(Via O Tempo)

 

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