Cotidiano

A dor do corpo e a “dor da alma”

Muitas vezes sentimos uma dor insuportável, mas nem sempre sabemos onde dói ou o que está doendo. Assim, essa dor deve ser considerada como um sinal de que algo não esta bem conosco. Quando nosso corpo emite sinais, como essa dor sem motivos específicos, é um alerta de que precisamos procurar ajuda, principalmente se esta aflição se tornar repetitiva e insuportável. Um médico deverá ser consultado e as causas dessa comiseração deverão ser investigadas.

Porém, às vezes as causas desse incômodo não tem um fundo simplesmente biológico. Isso ocorre quando a dor não é oriunda de uma lesão, não aparece nos exames e não é acusada no histórico do paciente. Essas pessoas então podem ser desacreditadas e questionadas sobre se realmente esta dor é real. Porém, se essa aflição invisível é sentida, ela existe e deve ser levada a sério. Por mais que se tente, ninguém jamais sentirá a dor do outro. Esses sintomas valem principalmente para a dor com raízes na mente humana, como é o caso da depressão e da ansiedade, patologias de difícil diagnóstico, muitas vezes não levadas a sério, mas que, no entanto podem ser incapacitantes.

A fibromialgia, por exemplo, é uma doença que está presente em 50% dos casos de pacientes que sofrem com depressão. Ela deve ser diagnosticada por um reumatologista, pois tem tratamento medicamentoso. Porém, o acompanhamento por um psicoterapeuta é imprescindível, pois segundo a médica reumatologista Dra. Andrea Cury Diniz de Freitas, o paciente fibromiálgico é de difícil diagnóstico e nem todas as pessoas respondem do mesmo modo ao tratamento, tornando assim, prioritário um acompanhamento psicológico para o alívio da dor.

Do mesmo modo que podemos ter as dores físicas medicáveis, podemos sentir as “dores da alma”. Essas surgem a partir de uma relação rompida, de uma traição, uma mentira séria ou a perda de um ente querido. Nós experienciamos a chamada dor emocional, tão dilacerante que é descrita há séculos e séculos em belos e tristes poemas e canções, cheias de sofrimento. No entanto, nós nos acostumados a enterrar a dor emocional e não fazer caso do sofrimento aos quais as feridas psicológicas nos submetem. Quando nosso coração se parte ou nosso amigo nos trai, a dor é muito intensa, tanto a nível mental como fisiológica. A maioria de nós tem plena consciência da devastação que sentiremos quando precisarmos terminar uma história como, por exemplo, nosso primeiro amor. Mas, geralmente nos escondemos de nós mesmos quando nossa cabeça dói intensamente ou quando sentimos fortes pontadas no estômago. Assim, eu questiono: – por que ignorar a “dor da alma”?

Quero então alertar sobre algo que deve ser sempre levado em consideração, é que a dor física e a dor emocional compartilham do mesmo caminho, incapacitando e fazendo perder a qualidade de vida. Não devemos simplesmente menosprezar as feridas emocionais e deixar que se curem sozinhas e “de qualquer maneira”. Tanto a dor emocional quanto a física devem ser investigadas e acompanhadas por profissionais adequados, pois não existe qualidade de vida quando se vive com dor. Até mesmo o grande escritor britânico William Shakespeare um dia concluiu: “Aprendi que falar pode aliviar minhas dores emocionais”.

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