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Cotidiano

Após 19 horas de julgamento, envolvidos em morte de grávida em Ituiutaba são condenados; mandante foi condenada em mais de 33 anos de reclusão

Nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, ocorreu no Tribunal do Júri no Fórum de Ituiutaba o julgamento de quatros pessoas acusadas pela morte de Greiciara Belo Vieira, de 19 anos, localizada morta em uma represa de Ituiutaba no dia 21 de agosto de 2016. A jovem, que estava grávida, teve a filha arrancada da barriga. 

Após cerca de 19 horas de julgamento, já na madrugada, após 2h, os jurados votaram e os réus tiveram as seguintes penas: Shirley de Oliveira Benfica – 33 anos e 7 meses reclusão – inicial fechado; Jacira Santos de Oliveira – 28 anos e 3 meses de reclusão – inicial fechado; Michel Nogueira de Oliveira – 25 anos e 9 meses de reclusão – inicial fechado e Luiz Felipe Morais – concedido o direito de responder em liberdade (absolvição).

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Participaram da sessão sete jurados, um juiz de direito, um promotor de justiça, dois defensores públicos e três advogados.

Na sessão foram submetidos ao júri popular Shirley de Oliveira Benfica, (tida como mandante do crime); a enfermeira Jacira Santos de Oliveira; Luiz Felipe Morais e Michel Nogueira de Oliveira.

Shirley, Jacira, Luiz Felipe e Michel foram julgados por homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro qualificado e por exposição de perigo da vida da criança. Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), todos estão presos desde a época do crime e não podem aguardar o julgamento em liberdade.

Condenados anteriormente

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Em julho de 2017, dois envolvidos na morte da jovem foram a júri popular. Em uma audiência que durou cerca de 11 horas, Lucas Mateus Silva (Mirele) foi condenado a 19 anos e oito meses de prisão, enquanto Jonathan Martins Ribeiro de Lima (Yasmin), a 25 anos e nove meses, ambos em regime fechado.

Morte

Conforme as investigações da Polícia Civil, Greiciara foi morta com requintes de barbárie. A jovem morava em Uberlândia quando, na madrugada do dia 19 de agosto de 2016, foi sequestrada pela quadrilha que tinha o intuito de tirar o bebê que ela esperava.

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Segundo a polícia, a ex-garota de programa Shirley Benfica, apontada como a mandante do crime, simulava estar grávida com o intuito de manter o relacionamento com o namorado, residente em Araguari. Por isso, decidiu roubar a criança para seguir com a farsa.

Para colocar o plano em prática, Shirley pediu a ajuda de uma amiga travesti, conhecida como Mirela, que morava em Ituiutaba e era amiga de Greiciara. Para convencer Mirela a retirar a criança do útero da vítima, Shirley prometeu recompensá-la com dinheiro e um aparelho celular.

Conforme a polícia, Mirela foi para Uberlândia se encontrar com Shirley e, em seguida, as duas se dirigiram até uma casa no Bairro Santa Mônica, onde os outros réus estavam. Todos foram contratados pela mandante para cometer o crime, de acordo com o processo.

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Sem desconfiar de nada, a vítima foi convencida por Mirela a ir até a casa no Bairro Santa Mônica sob a alegação de que possuía roupas para o enxoval da criança. No local, a vítima recebeu uma bebida com medicamento de indução ao sono. A investigação também aponta que os réus levaram a vítima para a zona rural de Ituiutaba, onde foi submetida ao procedimento cirúrgico para a retirada da criança.

Greiciara foi encontrada no dia 22 de agosto, morta dentro de uma represa, enquanto duas pessoas faziam trilha de bicicleta por uma estrada de terra. A vítima estava com os pés amarrados por um tecido e o corpo estava envolvido por uma tela de arame junto a uma pedra. Além disso, a grávida tinha o abdômen aberto e as vísceras expostas.

Em depoimento à polícia, os suspeitos disseram que a vítima ainda estava viva quando a criança foi retirada e que ela gritava de pânico e dor, apesar de estar dopada. O grupo foi preso e permanece no presídio de Ituiutaba aguardando o julgamento na comarca da cidade.

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Criança ficou com a família

Ainda de acordo com as investigações, a recém-nascida foi localizada com vida na casa da vizinha de Shirley, onde havia sido deixada para que a suspeita pudesse ganhar tempo e fingir um parto. 

Segundo a polícia, a vizinha não teve participação no crime e, por isso, não foi indiciada.

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A mãe de Greiciara conseguiu a guarda definitiva da neta após resultado do exame de DNA comprovando o parentesco.

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