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Cotidiano

Bitcoins já são aceitos em mais de 150 locais no Brasil

Especialistas apontam que transações com bitcoins vão crescer ainda mais (Foto: AFP)

Aos poucos, o dinheiro em espécie vai perdendo espaço entre os meios de pagamento. Após a popularização dos serviços online, como o PayPal, chegou a vez das moedas virtuais ganharem cada vez mais espaço na aquisição de produtos e serviços. Segundo o site Coinmap.org, que aponta estabelecimentos que aceitam o pagamento através de criptomoedas, já é possível gastar seus bitcoins em quase 11,5 mil lojas em todo o planeta. Só no Brasil, são quase 150 estabelecimentos.

Entre eles está o Clube do Turismo de Porto Alegre. Segundo seu proprietário, Max Alves, a popularização e a supervalorização do bitcoin fizeram com que ele fosse o pioneiro na rede de franquias da agência de turismo. “Claro que passei a me interessar a partir do momento em que a moeda ficou conhecida. Mas, aos poucos, fui vendo suas facilidades. O empresário e o usuário pagam menos taxas, o que, consequentemente, facilita o turismo”, afirma ele.

Segundo Max, a supervalorização, ao mesmo tempo, trouxe curiosos. “O grande problema que tenho hoje são curiosos que me ligam para saber como investir na criptomoeda. Por isso, optamos por não informar a aceitação da moeda em nossos banners. Creio que, aos poucos, vai mudar”, completa.

Quem seguiu a mesma linha foi Daniel Rodrigues, proprietário do JS Hostel, localizado na Vila Madalena, em São Paulo. Segundo ele, a flexibilidade das criptomoedas fez com que ele, inclusive, investisse nelas. “Há um ano, fui apresentado às moedas virtuais. Estudei e vi a facilidade que elas trazem, muito pela transferência instantânea, o que facilita demais os negócios. Partindo disso, adquiri uma carteira virtual, investi e até faço algumas transações com bitcoin”, afirma Rodrigues, que recebe também pagamentos através de lLitecoin, ethereum e ripple.

Porém, assim como Max, ele vê o negócio “engatinhando”. “A supervalorização da moeda fez com que ela se tornasse um ativo especulativo. As pessoas preferem tê-lo ao invés de utilizá-lo para transações. Além disso, temos os curiosos. Estamos engatinhando, mas a perspectiva futura é boa”, completa Rodrigues.

Para ficar. Especialista em moedas virtuais e sócio da consultoria internacional Mazars, Adilson Silva vê como normal o fenômeno e aposta em seu futuro. “As moedas virtuais vieram para ficar. É normal vermos o processo como está. Porém, essas moedas virtuais trazem ao mercado facilidade e capilaridade nas negociações. Hoje, quem opta pelas criptomoedas para negociações internacionais, por exemplo, abre a possibilidade de eliminar a burocracia, como fechamento de câmbio e IOF, tão comuns no cartão de crédito”, explica.

Para Silva, o próximo passo é a regulamentação das criptomoedas no país. “O Brasil tem um projeto na Câmara travado desde 2014, que imagino que esteja assim até por lobby das grandes instituições financeiras. Mas entendo que, quando houver sua normatização, as moedas virtuais ganharão ainda mais espaço no mercado”, completa.

Totalidade. Localizado em Recife, o Shopping Paço Alfândega será o primeiro do país a aceitar bitcoins como o pagamento em todas as suas lojas. Os últimos passos da estratégia estão sendo dados, mas a expectativa é que a ação seja inicia ainda este mês.

Real Madrid passa a aceitar criptomoeda

Em meados do mês passado, o craque do Barcelona Lionel Messi tornou-se investidor e embaixador do bitcoin em todo o planeta. A atitude parece que motivou o Real Madrid, que não tardou a dar resposta, tornando-se o primeiro clube do mundo a aceitar a criptomoeda mais popular do planeta como forma de pagamento.

A partir do próximo mês, quem visitar o estádio Santiago Bernabéu e fizer um tour pela “catedral do futebol” poderá efetuar o pagamento com a moeda. Atualmente, quem deseja conhecer o estádio do Real paga 18 na modalidade mais em conta.

A ação veio após uma parceria do clube com a empresa 13Tickets, que ficará responsável por receber as moedas digitais e repassá-las ao time merengue. A companhia, inclusive, negocia com o arquirrival Atlético de Madrid para operar no estádio da equipe, o Wanda Metropolitano.

Autarquia toma decisão inédita

SÃO PAULO. Aos poucos, o mercado brasileiro de criptomoedas vai se regulamentando. Nesta semana, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal que regulamenta o mercado de capitais, determinou que a Niobium Coin não será considerada como ativo financeiro e, assim, não estará sujeita à fiscalização do órgão.

A CVM entende que a moeda é um commodity digital (ou, como classificou, um “token de utilidade). Assim, o Niobium, que servirá como moeda de referência e como meio de troca para as transações com criptomoedas realizadas na Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo (Bomesp), terá valor para permitir transações, mas não para possui valor monetário.

Diretor da Bomesp e responsável jurídico da Fundação Niobium, Fernando Barrueco comemorou a decisão. “É inédita no sistema financeiro brasileiro e abre um campo enorme para a oferta inicial de moedas virtuais”, afirma.

Fonte: O TEMPO

 

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