Cotidiano

Etanol fica competitivo, mas falta em postos

As longas filas acabaram, mas os efeitos da greve dos caminhoneiros nos postos continuam. Em alguns, ainda falta etanol. Mas onde tem, está valendo mais a pena. Em média, o litro do álcool está custando R$ 2,86 no Estado, 66% dos R$ 4,91 cobrados pela gasolina. Os dados são da pesquisa semanal feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, explica que o abastecimento ainda não está totalmente normalizado. “As usinas têm muito etanol, mas o transporte depende das distribuidoras”, justifica.

Sobre o aumento de preços do etanol nas bombas, em um momento de safra, quando ele deveria estar mais barato, Campos diz que o momento ainda é de ajustes. “A verdade é que este era para ser o momento de menor preço e maior competitividade da história”, admite Campos.

Já em relação ao diesel, o corte prometido de R$ 0,46 ainda não aconteceu.

A explicação para um repasse menor do que o esperado é a mesma: as distribuidoras ainda não repassaram. Pela portaria do governo, o diesel já tinha que estar custando R$ 0,46 a menos desde 1º de junho. O Minaspetro, que representa os postos em Minas Gerais, explica que os revendedores estão cumprindo a portaria. O sindicato entende que ela determina o repasse integral e imediato de qualquer desconto que venha da distribuidora, mas não especifica que tem que ser R$ 0,46.

A Plural, que representa as maiores distribuidoras de combustíveis do país, afirmou que faltou transparência do governo federal ao anunciar o desconto, que, na prática, é de R$ 0,41 e só chegará a R$ 0,46 se o cálculo do ICMS sobre o produto for reduzido, o que depende de cada Estado.

O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) Paulo Miranda, afirma que nos postos Shell, Ipiranga e BR, o desconto já chegou. “As regionais ainda não repassaram e já avisamos à ANP”, destaca. A agência é responsável pela fiscalização e pelas multas.

Fonte: O TEMPO

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

To Top