Cotidiano

Justiça revoga prisão de idoso por suposto envolvimento no Caso Sueli; prisões de outros três acusados foram prorrogadas

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais proferiu decisão na última sexta-feira, 14 de junho, no processo que envolve a morte de Sueli Aparecida da Silva, de 37 anos.

Na decisão judicial, o magistrado atendeu o pedido de revogação da prisão temporária de Nilton Belchior Camargos, de 62 anos, feito pela defesa na última segunda-feira, 10. O alvará de soltura foi cumprido na manhã deste sábado, 15.

Na mesma decisão, o juiz prorrogou por mais 30 dias a prisão de Rollander José Camargos, de 38 anos; Vilson de Morais, de 34 anos, e Juliana Alves Ferreira, de 29 anos. A decisão teve parecer favorável do Ministério Público.

“Desde o início afirmamos que, em cinco volumes de processo, não havia uma só linha que ligasse Nilton a este fato. A prisão era injusta, muito injusta. Um homem de 62 anos foi mantido preso por 25 dias desnecessariamente. Felizmente o erro foi corrigido”, informou o advogado Aziz Mussa Neto, responsável pela defesa.

O caso

No dia 20 de maio, por volta das 9h, equipes da Polícia Civil em Ituiutaba localizaram o corpo de Sueli Aparecida da Silva, de 37 anos, que se encontrava desaparecida deste o dia 30 de março de 2019.

A diligência que culminou na localização do corpo da vítima foi realizada em um local que fica na zona rural de Ituiutaba, a 12 quilômetros da cidade, no sentido rodovia BR-365 ao trevo de Gurinhatã.

Rollander, acusado de ser o principal envolvido no crime acompanhou os policiais durante a ação final de busca pelo corpo. O local é de mata densa e difícil acesso, ao lado de um canavial. O suspeito foi preso no dia 19 de maio, na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais, após intenso trabalho de investigações da Polícia Civil.

Conforme informações da Polícia Civil, Sueli teria sido atingida com golpes de faca enquanto ainda estava no interior do veículo do suspeito, um Fiat/Uno, de cor prata. O criminoso teria levado a vítima até o local ainda com vida, sendo que a possibilidade é que ela ainda teria tentado sair da mata antes de morrer. O trabalho pericial realizado no automóvel contribuiu para a investigação, pois vestígios de sangue foram apontados pelos laudos.

Rollander disse em depoimento que matou a vítima por receber dela ameaças, que dizia que procuraria sua atual namorada para relatar fatos acerca do relacionamento paralelo em que os dois viviam caso ele não a assumisse.

 

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