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Moradores do Drummond sofrem com abandono, matagal e lixo

Situado numa área que foi urbanizada há menos de cinco anos, o Residencial Drummond II, está exatamente como estava antes da área ser loteada: muito mato tomando conta dos terrenos baldios e invadindo calçadas e residências.

A moradora Viviane Antônia Silva diz que, quando comprou um terreno no Drummond II, há três anos, ela assinou um contrato em que ela se comprometeu a murar o terreno e fazer a calçada no prazo máximo de dois anos. “Eu cumpri esse contrato. O problema é que os outros proprietários não cumpriram. E hoje, tenho como vizinhos terrenos baldios e cheio de mato que já está invadindo a minha casa”, conta.

Na rua onde Viviane Mora tem apenas quatro casas construídas. Alguns locais, a população ainda usa para descarte irregular de lixo, entulho e restos de animais, atraindo aranhas, cobras, escorpiões, lagartos e insetos em geral. “Outro dia eu me deparei com um tiú dentro da minha casa. Fiquei muito assustada, pois o tiú é um lagarto muito grande e tenho criança em casa. Antes que pudesse pensar em como agir, ele fugiu para a rua”, relembra.

De acordo com ela, a promessa da prefeitura, na época, era de revitalização da Lagoa e construção de uma pista de caminhada para os moradores. “Entretanto, no ano passado, um pessoal da prefeitura chegou a ir até o bairro e iniciou algumas obras, mas logo paralisaram o serviço”, conta.

No canteiro central de uma avenida no bairro o mato alto prejudica a visão dos motoristas que transitam pelo local. “Tudo isso, gera insegurança pra gente. Outro dia fiquei sabendo de um taxista que foi abordado por bandidos, que o trouxeram para cá para roubar o seu carro”.

Foto: Pontal em Foco

Conforme o Secretário e Obras e Serviços Públicos, o engenheiro, Vicente de Paula Fontoura Filho, o Departamento de Posturas da Secretaria de Planejamento (Seplan) é que faz a fiscalização desses terrenos. A princípio, os proprietários são notificados para proceder com limpeza e, caso não façam, eles são multados. “Dessa forma, a Seplan encaminha essa demanda da limpeza para a Secretaria de Obras e, depois, esse serviço é lançado no carnê do IPTU do imóvel como contribuição de melhorias”, explica.

Ele orienta que é imprescindível que a população contribua denunciando esses terrenos sujos, na Seplan. “Ocorre que a prefeitura não está tendo maquinário suficiente nem mesmo para atender à demanda da limpeza pública, como praças, por exemplo, que nessa época de chuvas, são tomadas pelo mato. Boa parte das máquinas estão estragadas. Já estamos providenciando uma licitação para contratar uma empresa que fará o concerto e manutenção das máquinas. Dessa forma, à medida que forem concertadas, teremos condição efetiva de fazer a limpeza das áreas públicas”, informa.

Quanto à revitalização do lago do residencial Drummont e, a construção da pista de caminhada, ele revela que não existe nenhum projeto deixado pela administração anterior. “Atentos a essa demanda da população, já estamos providenciando um projeto de revitalização que contemple os moradores daquela região”, garante o secretário.

 

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