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Ônibus sem cobradores põem em risco vida de passageiros

Foto: Arquivo

A medida de retirar os cobradores dos ônibus de transportes coletivo, adotada por algumas cidades foi copiada pela Paranaíba Transportes, empresa que detém a concessão do transporte público em Ituiutaba e, a maioria das linhas da cidade já não tem mais uma pessoa com função de cobrador.

Tal atitude tem gerado polêmica, já que, o motorista agora, tem que dividir sua atenção entre o trânsito, e o recebimento da tarifa das passagens. Conforme explica o comerciante Edison Silva, que já trabalhou como motorista para a empresa, a princípio, a ausência do cobrador era somente aos domingos, quando havia pouca demanda de passageiros. “O motorista passou a acumular a função de cobrador, depois que foram instaladas as catracas eletrônicas aqui na cidade. A ideia inicial era que os passageiros passassem o cartão de trasporte na catraca eletrônica”, explica.

No entanto, as expectativas da empresa não se concretizaram, uma vez que a maioria dos usuários do transporte público em Ituiutaba, não utilizam o cartão eletrônico. Na cidade existe apenas um ponto para recarga, o que dificulta para que os usuários possam estar colocando crédito em seus cartões. Além disso, passageiros também reclamam do fato de muitas das vezes a catraca eletrônica não ter funcionado e o motorista negar o transporte.

Para a moradora do bairro Nova Ituiutaba I, Keila Komatsu, a falta de cobradores está causando um caos, atrasando os ônibus para o cumprimento da dupla função dos motoristas. “Eles ficam estressados, pois têm que ter uma atenção redobrada no cumprimento da segunda função, a de cobrador. Às vezes, em um ponto, pegam cinco ou seis pessoas e, somente uma usa o cartão. O restante dos passageiros pagam em dinheiro que, nem sempre está trocado, fazendo confusão na porta de embarque pois a catraca só e liberada mediante pagamento”, relata Keila, que é usuária do serviço público.

Conforme explica a advogada Fabíola Luiz, a função de motorista e cobrador desempenhadas no transporte coletivo são totalmente diferentes. Da forma como está acontecendo na cidade, o motorista estaria acumulando funções, o que, segundo as leis trabalhistas, é algo irregular.. “A cumulação dessas funções importa no recebimento de um adicional por acúmulo de funções, caso contrário, constata-se o enriquecimento ilícito já que a empresa está se beneficiando do desempenho de duas funções e remunera o trabalhador por apenas uma delas”, explica.

A reportagem entrou em contato com a gerência da Paranaíba por meio de telefone e e-mail, no dia 15 de fevereiro, solicitando esclarecimentos da empresa com relação à situação. Entretanto, até a publicação desta matéria, hoje (17), não obtivemos resposta.

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