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Saúde

Doenças aumentam no outono

Medidas ajudam a prevenir doenças típicas do inverno. Foto: Divulgação

Coriza, tosse, espirro e dificuldade para respirar. Chega o período do outono, e esses sintomas tornam-se cada vez mais comuns na população, que sofre com as doenças respiratórias. Somente no Hospital Infantil João Paulo II, na capital, o número de atendimentos de crianças com esse tipo de problema cresceu 50% desde o dia 20 de março. “Na semana que antecedeu a chegada da nova estação, eram cem atendimentos por dia. Agora, já estamos em 150 consultas diárias”, afirmou o pediatra e diretor da unidade, Luiz Fernando Andrade de Carvalho.

No ano passado, as internações por doenças respiratórias graves na rede municipal de saúde de Belo Horizonte cresceram 57% com a chegada do outono. Foram 577 delas em março e 907 no mês de abril. Segundo Carvalho, os casos começam a aumentar nesta época do ano porque ocorre a diminuição da umidade relativa do ar. “As partículas ficam em suspensão, os lugares permanecem mais fechados, e isso favorece a contaminação ambiental,” disse.

O médico destaca que a combinação dos fatores climáticos com a aglomeração de pessoas em ambientes fechados contribui para a disseminação de algumas doenças transmitidas pelo ar, como bronquite, asma, gripe e resfriado.

Emergências. É neste período que o pequeno Davi, 5, sofre mais com os problemas respiratórios. Mãe do garoto, a videomaker Andressa Cassetti, 28, redobra a atenção nesta época do ano. “Meu filho é prematuro e sempre teve problemas nas vias respiratórias, mas, com esse clima mais seco, a coisa piora. Eu deixo a casa o mais arejada possível, evito tapetes e brinquedos de pelúcia no quarto dele”, contou.

Samuel, de apenas 1 ano, é alérgico, e, segundo a mãe dele, a jornalista Emmanuele Gomes Costa, 35, a saída é fazer inalação com soro diariamente para melhorar a respiração do garoto. “Ele faz tratamento fitoterápico e homeopático preventivos. Só assim eu consigo evitar a crise de tosse que ele tem”, relatou.

Os doenças de outono mais comuns, segundo o pediatra Luiz Fernando Andrade de Carvalho, são os resfriados, gripes, laringite, bronquiolite, asma, bronquite e pneumonia. Elas acometem principalmente crianças e idosos. “Tem que ficar atento aos sintomas antes de ir para o hospital. Febre alta e abatimento são sinais de alerta para procurar atendimento médico”, pontuou.

Previsão. O outono e o inverno deste ano devem registrar temperaturas mais altas. De acordo com o meteorologista Heriberto dos Anjos, do Centro de Climatologia PUC Minas/TempoClima, isso deve resultar em uma umidade relativa do ar mais baixa, como aconteceu em 2015 e 2016.

“O período já é caracterizado por ser mais seco, mas, neste ano, percebemos que pode haver uma redução mais drástica das chuvas, principalmente em junho, julho e agosto. Teremos poucas nuvens nesses meses e a umidade será mais baixa, em torno de 30% na maior parte do Estado”, explicou. (Com Ailton do Vale)

Dicas de prevenção

Evitar. Lugares fechados e muito cheios podem ser um foco de doenças virais. Contato com pessoas resfriadas também deve ser evitado. Não usar tapetes ou cortinas em casa.

Hidratação. Beber líquidos como água, sucos naturais e água de coco e realizar inalações com soro fisiológico diariamente.

Higiene. Lavar as mãos e manter a casa limpa. É importante esterilizar os aparelhos de nebulização antes de utilizá-los. Lavar as roupas de cama com frequência e deixá-las expostas ao sol.

Vacina. A vacinação contra a influenza é a melhor forma de se proteger da gripe. Mas é bom lembrar que ela não imuniza contra o resfriado.

Arejado. Abrir as janelas de casa para entrar a luz do sol e deixar o ambiente mais arejado.

Alimentação. Manter uma dieta saudável, rica em legumes e verduras.

Via O Tempo

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