Economia

Petrobras vai rever política de preços para gás de cozinha

Greve deixou refinaria em Betim vazia nessa quinta-feira (7), pois caminhões não abasteceram (Foto: João Lêus)

Dois dias após anunciar o sexto reajuste seguido no preço do gás de cozinha, a Petrobras decidiu nessa quinta-feira (7) rever a política de preços para o combustível, alegando que o modelo atual traz para o Brasil volatilidades dos mercados europeus. Na última segunda-feira, a companhia anunciou alta de 8,9% no preço do produto vendido em botijões de 13 kg, que é mais consumido em residências e tem grande impacto no bolso das famílias de baixa renda. Foi a sexta alta seguida, o que elevou o aumento acumulado no preço do produto desde agosto para 67,8%.

Em comunicado distribuído na segunda-feira, a Petrobras disse que estava seguindo as cotações internacionais. Nessa quinta-feira (7), em novo comunicado, a empresa disse que o objetivo da revisão é buscar uma metodologia que suavize os impactos derivados da transferência dessa volatilidade para os preços domésticos.

Estabelecida em junho, a fórmula de preços do gás de cozinha considera as cotações europeias do butano e do propano (elementos usados na produção do combustível), além da taxa de câmbio e de uma margem de lucro.

A companhia alega que vem transferindo ao país efeitos como a alta sazonal das cotações europeias diante da chegada do inverno, quando o consumo local é maior. O reajuste anunciado nesta semana foi o último com a fórmula atual.

A nova fórmula ainda não foi anunciada, mas a Petrobras diz, no comunicado, que buscará não perpetuar os efeitos sazonais (inverno) já ocorridos, em um sinal de que pode reduzir o preço na próxima revisão. A decisão se aplica apenas ao gás em botijões de 13 kg. O produto em vasilhames maiores ou a granel, mais usados por comércio e indústria, tem uma fórmula diferente, que considera também a importação.

Greve pode gerar desabastecimento

Os consecutivos aumentos nos preços do gás de cozinha, da gasolina e do diesel levaram os tanqueiros a cruzarem os braços nessa quinta-feira (7). O pátio da refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na região metropolitana, ficou vazio. “Os caminhões não saíram das garagens das transportadoras para carregar”, destacou o diretor do Sindicato dos Tanqueiros (Sinditanque-MG), José Geraldo de Castro.

Segundo ele, um dia de paralisação já é suficiente para provocar desabastecimento nos postos de combustíveis. “O movimento é contra os aumentos e pela redução dos impostos. Normalmente o combustível representa 40% do nosso frete e, com tantos reajustes, já chegou a 57%”, disse.

A categoria quer chamar a atenção do governo para discutirem a redução da carga tributária. Até a publicação desta matéria, ainda não havia confirmação se a paralisação continuaria nesta sexta-feira (8).

Fonte: O TEMPO

 

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