Educação

Prefeitos adiam decisão sobre início das aulas para dia 29 de janeiro

Prefeitos e secretários municipais de educação decidiram nesta quinta-feira (24), durante reunião com a 16ª Superintendência Regional de Ensino – SRE, adiar o próximo dia 29, o anúncio de início do ano letivo de 2019. Nesta data, estará acontecendo em Uberlândia, na sede da Associação de Municípios do Vale e Alto Paranaíba – AMVAP, assembleia com os 24 municípios filiados a entidade.

“Estamos preocupadíssimos, em algumas situações, existem municípios sem qualquer condição financeira em caixa para honrar compromissos neste início de ano. Passamos 2018 sofrendo com retenção de recursos por parte do governo estadual, e o receio de assumir compromissos, por mais que sejam importantes e necessários, sem a certeza do dinheiro em caixa é grande”, comentou o Prefeito de Cachoeira Dourada de Minas, Ovídio Afro Dantas.

O diretor da Superintendência Regional, Professor Carlos Henrique Vidigal, esteve na segunda-feira (21) em Belo Horizonte, com o Governador Romeu Zema e a Secretária de Estado da Educação, Julia Figueiredo Goytacaz Sant’Anna, e obteve a informação, que o atual governo manterá todos os esforços para honrar os compromissos, e que o início das aulas deve ser mantido para o próximo dia 7 de fevereiro.

“O governador quer conhecer a realidade de cada cidade, das superintendências de ensino. Afirmou ter a consciência e está fazendo todo o esforço de manter os repasses do exercício atual em dia, e irá, no momento certo, fazer investimentos em novos projetos para valorizar a educação”, disse Carlos Henrique, o Baco, diretor da 16ª SRE.

A reunião entre os representantes da Superintendência, diretores de escolas, secretários de educação, ocorreu no auditório da Faculdade do Triângulo Mineiro, FTM no setor universitário. Estiveram presentes também, os prefeitos Fued Dib (Ituiutaba), Ovídio Afro Dantas (Cachoeira Dourada) e Cleidimar Zonotto (Capinópolis). Os prefeitos relataram que ainda não receberam a totalidade dos repasses oriundos do Fundo de Participação dos Municípios, fato que está gerando insegurança, a exemplo das retenções ocorridas em 2018.

Somente para Ituiutaba, a dívida por falta de receber os repasses constitucionais devidos, chegam a quase R$30 milhões.

 

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