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Educação

Redução do Fies deixa salas de aula das faculdades vazias

Curso de petróleo e gás tem taxa de desistência de 96%, seguido de engenharia de petróleo (85,8%)

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Mais da metade das salas de aula das faculdades particulares mineiras está vazia, segundo levantamento do site Quero Bolsa. A pesquisa, baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2016, aponta que, em média, 50,7% das vagas de instituições de ensino superior no Estado estavam desocupadas. No país, a média é de 52,9%.
Para o diretor do departamento de inteligência de mercado do Quero Bolsa, Pedro Balerine, o enxugamento do fundo do Financiamento Estudantil (Fies) feito pelo governo federal e o desemprego explicam o cenário. “Entre 2010 e 2014, houve um oferta muito grande de financiamento estudantil, e as faculdades se planejaram para atender essa demanda. Porém, houve uma reviravolta a partir de 2015, e o Fies teve corte em investimento. As faculdades se planejaram para uma demanda que não ocorreu”, diz Balerine. Só no mês passado, o então ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou uma redução de 29% nos investimentos do Fies. “O desemprego também agravou esse quadro, porque as pessoas que estudavam e perderam o emprego foram obrigadas a trancar a faculdade”, diz Balerine. Os cursos mais ociosos no país são o de petróleo e gás, com taxa de desistência de 96%, e o de engenharia de petróleo, com 85,8% de ociosidade, conforme o estudo.
Outra alternativa para manter alunos é o parcelamento das mensalidades. “A faculdade dilui o valor da mensalidade em um período maior que o da duração do curso”, explica o diretor do Quero Bolsa, Pedro Balerine. “Porém, é uma estratégia de risco, que pode gerar inadimplência”, avalia. A oferta de bolsas de estudo é outra estratégia comum das faculdades particulares na crise, destaca Balerine.
Regional. Em Minas, o índice de ociosidade continuou em torno de 50% em 2017, segundo o presidente da Federação dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Minas Gerais (Fenen-MG), Emiro Barbini. “Muitos alunos desempregados ou em dificuldade financeira deixaram de se matricular em 2017”, conta. Segundo ele, as faculdades estão “procurando se adaptar às regras do Fies”, mas a inadimplência é alta. “Temos escolas que convivem com 35% de inadimplência”, diz Barbini.
A estudante de direito Camila Miranda, 26, lembra a importância do Fies. “Sem o Fies eu não entraria na universidade. E mesmo com ele foi difícil, pois existiam outros gastos”, afirma. “Passei três anos com a matrícula trancada. Só consegui me manter no curso quando consegui o financiamento de 100% da mensalidade pelo Fies”, diz. Sem o crédito, estudantes também buscam os bancos, mas as taxas de juros chegam a triplicar se comparadas com a do Fies, que é de 6,5% ao ano.
Pós em BH é a quarta mais barata 
O preço médio das mensalidades dos cursos de pós-graduação em Belo Horizonte é R$ 476, o quarto menor valor na comparação feita entre dez capitais. A média mais alta é a do Rio (R$ 676), seguida por São Paulo (R$ 635). Curitiba, Porto Alegre e Salvador têm cursos mais caros que os da capital mineira.
A análise, feita pelo site Quero Bolsa, considerou 146 instituições privadas entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, e só em cursos presenciais. “As mensalidades mais baratas são de cursos da área de educação. Já os cursos de saúde foram os mais caros em sete capitais”, diz Pedro Balerine, diretor do Quero Bolsa.
Iniciativa leva informação às escolas públicas paulistas
Na opinião do fundador do projeto Salvaguarda, Vinicius Andrade, alunos de escolas públicas não são preparados para o vestibular. Faltam, segundo ele, informação e conteúdo. “Muitos estudantes não sabem nem o que estudar para entrar na faculdade, nem as informações básicas sobre os processos seletivos, como Enem e Sisu”, conta Andrade.
O projeto realizou uma pesquisa com 1.645 alunos em 25 cidades de 19 Estados. O resultado mostrou que pouco mais da metade sabia como funciona o Enem, menos de 40% conheciam o Fies e menos de 20% sabiam explicar o Sisu. Em Minas Gerais, menos de 50% dos 118 alunos de ensino médio entrevistados conheciam o significado do Enem, mesmo que praticamente 100% já tivessem ouvido falar sobre o exame.
O Salvaguarda atua em Ribeirão Preto (SP) e já atingiu cerca de 1.400 alunos – até o fim deste ano, pretende chegar a 4.000. O projeto, que tem 300 voluntários, trabalha informando aos alunos sobre o acesso à faculdade e ao conteúdo. Andrade inspirou-se no próprio exemplo. Ele foi aluno de um pré-vestibular popular e hoje cursa economia na Universidade de São Paulo (USP).
Fonte: O TEMPO

Educação

Aulas presenciais em escolas particulares são suspensas por tempo indeterminado em Minas

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A segunda vice-presidente do TRT-MG, desembargadora Camilla Guimarães Pereira Zeidler, prorrogou, na última sexta (27), em decisão liminar, a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades desempenhadas pelos professores nas dependências das escolas particulares em todo o estado de Minas Gerais, em função da pandemia do coronavírus. Decisão anterior havia determinado a suspensão das atividades até o próximo dia 31 de março, mas, diante do contexto atual de agravamento da pandemia causada  pela  Covid-19, a desembargadora, atendendo pedido do Sindicato dos Professores de Escolas Particulares do Estado, Sinpro Minas, estendeu por tempo indeterminado, os efeitos da decisão liminar anterior.

A desembargadora ressaltou que a desobediência à suspensão judicial se caracterizará, também, pela oposição de dificuldades por quaisquer das partes, com  possibilidade de apuração de eventual responsabilidade  dos  dirigentes  sindicais e  dos empregadores, inclusive de natureza penal (artigo 9º, parágrafo 2º, da CF/88). De acordo com a liminar, a compensação dos dias não trabalhados deverá ser negociada, oportunamente, entre as partes.

Presença em casos excepcionais

Sobre a presença de professores nas escolas, a desembargadora lembrou que foi permitida somente em situações excepcionais, tais como “prestação dos serviços dos médicos professores  e  demais  profissionais  que  atuam  nas  atividades-meio  de  hospitais  e unidades médicas vinculadas a instituições de ensinoVale frisar que, para fazer frente à gravidade da situação vivenciada, se faz necessário o esforço de todos, inclusive com o aproveitamento máximo dos recursos disponíveis”, afirmou.

Conforme frisou a desembargadora, o momento exige das instituições de ensino, dos professores e demais profissionais disposição para o aprimoramento e desenvolvimento de novas competências técnicas e de relacionamento interpessoal. Dessa forma, aqueles professores que têm alguma dificuldade para lidar com recursos tecnológicos podem receber o auxílio ou as orientações pertinentes de forma não presencial.

A  alegada  inexistência  de  estrutura  física  ou  de  materiais  totalmente  adequados  à  gravação  de aulas,  tampouco  justifica  o  comparecimento  dos  professores  às  escolas,  sendo  que,  por  óbvio, inúmeras  empresas,  no  Brasil  e  em  todo  o  mundo,  vem  enfrentando  dificuldades  e  buscando alternativas que preservem a vida e a saúde de seus empregados e da coletividade”, destacou a decisão.

  • PJe: 0010443-06.2020.5.03.0000 (DC) — Data: 27/3/2020
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Educação

Secretária de Educação de Ituiutaba fala sobre suspensão das atividades nas escolas até 17 de abril; ouça

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Conforme decreto publicado pela Prefeitura de Ituiutaba, diversos serviços oferecidos por entes ligados ao Executivo sofreram alterações como suspensão como medidas de combate ao novo coronavírus (Covid-19).

De forma preventiva e que antecedeu ao decreto, as aulas nas escolas da rede municipal haviam sido suspensas até nesta sexta-feira, 20, como divulgou o Pontal em Foco.

Em consonância com as orientações do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus em Ituiutaba e com o decreto do Poder Executivo Municipal, a Secretaria de Educação suspendeu as atividades nas escolas até o dia 17 de abril.

Na manhã de hoje, 20, Edmar Paranaíba, secretária de Educação, pontuou algumas questões sobre a decisão e ofereceu orientações aos gestores da Educação e aos pais e alunos. Ouça no áudio acima!

Aulas nas escolas da rede municipal e creches de Ituiutaba são suspensas de 18 a 20 de março

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Educação

Rede estadual tem calendário de aulas alterado como medida preventiva contra o coronavírus

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Com o objetivo de ampliar ainda mais as ações de prevenção e enfrentamento ao coronavírus em Minas Gerais, o governador Romeu Zema determinou, nessa terça-feira (17/3), a suspensão das aulas nas escolas da rede pública estadual, por tempo indeterminado, em municípios localizados na Região Central de Minas, de acordo com referências regionais classificadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). A medida foi adotada uma vez que Belo Horizonte registrou transmissão comunitária e em outros municípios da região foram confirmados casos da doença, de acordo com o último boletim divulgado pela pasta.

Para as demais escolas da rede pública estadual continuam as orientações já publicadas pelo Governo de Minas da suspensão das atividades escolares entre os dias 18 e 22 de março. Neste período, a Rede se reorganizará e avaliará as medidas que poderão ser adotadas, sempre de acordo com as diretrizes da SES-MG.

Na segunda-feira (16/3), durante divulgação à imprensa de mais medidas para o enfrentamento da pandemia, o secretário adjunto de Educação, Edelves Luna, destacou que a medida foi tomada “na perspectiva do zelo, cuidado, da reorganização, da escuta e do profundo diálogo” com todos os envolvidos. “É nesta perspectiva que essa parada se dá, a partir de quarta-feira até domingo, para acompanhar a identificação de casos em todo o estado e pensarmos quais serão as melhores medidas a serem tomadas a partir da segunda-feira, dia 23”, disse.

Para as escolas dessas regiões, a previsão de retomada das atividades escolares será no dia 23 de março. O governo estadual ressalta, ainda, que todas as medidas têm como objetivo minimizar futuros impactos da pandemia.

O recesso estabelecido pelo Governo de Minas nas escolas públicas estaduais está em sintonia com as determinações do Ministério da Saúde para combater a disseminação do Covid-19 no país.

Cartilha

Na última semana, a Secretaria de Estado de Educação (SEE), em parceria com a SES-MG, encaminhou às escolas públicas estaduais orientações sobre prevenção e cuidados quanto ao coronavírus (Covid-19). O material traz informações sobre o vírus, sintomas e formas de prevenir a contaminação. As dicas são voltadas para o ambiente escolar, mas podem ser utilizadas pela população de forma geral, no dia a dia.

Para consultar o material, clique aqui.

O vírus

Segundo informações disponibilizadas pela SES-MG, os coronavírus são uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus – SARS-Cov-2 – foi descoberto em 31 de dezembro de 2019, após casos registrados na China.

Ainda de acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde, coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que recebeu a descrição como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecido com uma coroa.

A SES-MG reúne todas as informações sobre a doença, formas de contágio e prevenção em uma página de referência. Acesse em: www.saude.mg.gov.br/coronavirus.

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