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Educação

UFU paralisa obras prediais devido à falta de recursos

A Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplad) anunciou ao Conselho Diretor da Universidade Federal de Uberlândia (Condir/UFU), na última sexta-feira (07), que as principais obras em andamento na universidade estão paralisadas desde o início deste mês devido à falta de recursos financeiros.

Em 2016, a UFU solicitou ao Governo Federal o orçamento para investimentos em 2017 na ordem de R$ 30 milhões. Porém, o valor aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) foi de R$ 15,23 milhões. Devido à situação financeira do país, o Governo Federal ainda fez um contingenciamento de 37% desses recursos. Portanto, a UFU vem administrando neste ano um orçamento remanescente de R$ 9,58 milhões – ou seja, menos de um terço do solicitado – e, desse valor, 98,43% já estão comprometidos.

A UFU tem atualmente oito obras em andamento. Em 2017 não foi iniciada nenhuma construção nova porque a meta é concluir as obras que estão em andamento. Segundo o pró-reitor de Planejamento e Administração, Darizon Andrade, a UFU precisaria hoje de R$ 35 milhões para fechar três obras principais, todas em campi fora de sede: um prédio de 8 mil m² para laboratórios, salas de aula e de professores no Campus Pontal, em Ituiuitaba; o segundo bloco do Campus Monte Carmelo e o primeiro do Campus Patos de Minas, que no momento está na primeira laje.

“O Ministério da Educação (MEC) sabe dessa situação nossa e das outras universidades. Já fizemos essa informação chegar ao ministro [José Mendonça Bezerra Filho] por meia dúzia de caminhos diferentes”, afirma Andrade. A UFU ainda não obteve qualquer sinalização do MEC e não há outra fonte de recursos, por isso, segundo o pró-reitor, optou-se por interromper as obras. “Não é um problema nosso; é um problema nacional”, diz o gestor da Proplad.

Anualmente, o orçamento é liberado à universidade pelo Ministério da Educação e pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão na forma de duas rubricas: custeio (para manter serviços básicos como energia elétrica, limpeza, vigilância e insumos para laboratórios) e capital/investimento (para gastos com equipamentos de maior durabilidade, como computadores e veículos, e obras).

(Via Ascom)

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