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Filme aborda crianças índigo

Letícia Braga dá vida a Sofia, garota da geração índigo, que tem muita sensibilidade e percepção do que acontece no interior das pessoas e a sua volta. Foto: Iques Esteves

Sofia é uma criança sensível, inteligente ao extremo, pacifista e que sabe ouvir as pessoas e senti-las. Ela tem compaixão e amor ao próximo. Tem espiritualidade genuína.

A estreante Letícia Braga dá vida a Sofia, protagonista do filme “A Menina Índigo”, do diretor, roteirista e produtor Wagner de Assis, 46, que também dirigiu “Nosso Lar”, responsável por levar 4.060.300 espectadores aos cinemas brasileiros e que foi exibido em outros 40 países. O novo filme estreia no próximo dia 12 em todo o Brasil.

Assim como Sofia, existe uma geração de seres, nascidos a partir de 1990, que são considerados índigo, em referência à cor de seus corpos energéticos, e que vieram com um desenvolvimento espiritual mais elevado a fim de mudar a energia do planeta. São indivíduos que questionam velhos conceitos e desafiam os pais, os educadores e a sociedade a enveredar por um novo caminho.

No filme, Sofia é filha de Luciana (Fernanda Machado) e Ricardo (Murilo Rosa), que vivem se desentendendo, o que gera sofrimento para a menina. “Letícia foi escolhida em um teste em que participaram quase 30 atrizes. Ela entrou na sala e começou a desenhar na parede. Olhou para mim sem se preocupar. Foi para a frente da câmera e mostrou toda a sua força e empatia”, conta Assis. Ele diz que Murilo é um grande ator, que conhece o universo do personagem, é pai de dois meninos incríveis e embarcou no projeto como coprodutor. Fernanda, afirma, é uma mulher muito inteligente e teve a feliz coincidência de filmar estando grávida. “Não aparece no filme, mas tem uma criança na barriga dela”, revela Assis.

Nascido no Rio de Janeiro sob o signo de peixes, o diretor se considera espírita cristão, mas acha esse tipo de rótulo desnecessário para vivenciar essa filosofia.

“Gosto das boas histórias acima de tudo. Há histórias maravilhosas no universo de temática espírita e espiritual, tema que me interessa sempre. Mas, claro, há outros projetos que não fazem parte desse universo e que também me interessam e espero filmar um dia”, diz.

Para ele, fazer cinema é uma das coisas mais difíceis do mundo moderno. “Exceto as áreas que lidam com a vida humana, todo o resto me parece mais fácil do que fazer um filme. Juntar arte e indústria é sempre um processo desafiador. E não importa o tema”.

Em “A Menina Índigo”, “o desafio de uma história original, com reflexos em várias histórias reais, foi perceber o nível de complexidade que essas crianças estão enfrentando”, diz o diretor. “Há uma crise educacional enorme, e não nos atentamos para isso. Estou falando da educação que se oferece pela família, não à informação e transmissão de conhecimento e socialização da escola apenas”, afirma.

“Percebemos que, por trás de um véu de alegria do Facebook, há milhões de crianças com questões impressionantes de convivência. Remédios são dados sem muito critério. Diagnósticos errados. Pais terceirizam o cuidado dos filhos. Pediatras e psiquiatras não concordam. Enfim, um mundo revolto que quisemos trazer para as telas respeitando a dramaturgia. Muito difícil isso”, comenta Assis.

O motivo principal que levou o diretor a se dedicar a essa temática espiritualista “foi a percepção do mundo em que vivemos e uma vontade de chamar a atenção para essas crianças que apresentam comportamentos diferenciados”. “É muito doloroso ver talentos desperdiçados, superdotados sendo legados ao descaso escolar e também professores perdidos”, analisa.

(Via O Tempo)

 

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