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Saúde

Homens brancos e baixos têm mais chances de ficar calvos, diz estudo

Foto: Reprodução

Há maior risco de calvície prematura foi adicionado à lista de doenças e condições enfrentadas por homens baixos de ascendência europeia, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira (8). “Parece que os homens com uma altura relativamente menor têm uma possibilidade mais elevada de perder seu cabelo”, disse à AFP Stefanie Heilmann-Heimbach, da Universidade de Bonn, autora principal do estudo.

“Nossos dados indicam que alguns dos genes envolvidos na calvície estão associados, na média, com uma menor estatura”, acrescentou. Pesquisas anteriores mostraram que os homens calvos também são estatisticamente mais propensos a sofrer de doença cardíaca e câncer de próstata, embora o risco adicional seja pequeno.

Um tamanho corporal reduzido e um início precoce da puberdade também estão ligados à perda de cabelo masculina. Alguns dos mesmos genes que regulam a altura humana também parecem desempenhar um papel no surgimento dessas condições e doenças, indica o estudo.

Publicado na revista Nature Communications, o estudo identificou 63 variações genéticas “que aumentam o risco de perda de cabelo prematura”, disse Heilmann-Heimbach. Os pesquisadores não se propuseram a encontrar uma ligação com a altura, nem quantificaram o risco relativo de calvície associado com diferentes estaturas, acrescentou.

“Estudos futuros que avaliem a perda de cabelo e a altura do corpo podem ser capazes de responder a essa pergunta”, disse a pesquisadora por e-mail. Mas a ligação estatística é clara. Em homens de origem europeia, a calvície geralmente começa por volta dos 30 anos. Até 80% dos homens europeus são afetados em alguma medida.

A perda de cabelo em asiáticos chega cerca de uma década mais tarde, e com uma frequência geral muito menor, afetando de 50% a 60% dos homens. Há relativamente poucos dados sobre a calvície na África, mas a perda de cabelo masculino lá parece ser ainda menos frequente.

Algumas das variantes genéticas descobertas no estudo “podem ser alvos promissores para intervenções terapêuticas”, disse Heilmann-Heimbach.

Via: G1

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