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Ministério Público de MG denuncia envolvidos em rede de prostituição

Ministério Público de MG denuncia envolvidos em rede de prostituição
setembro 27
15:03 2013
prostituicao

Celulares apreendidos durante Operação

 

O Ministério Público de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (26) que denunciou à Justiça 13 pessoas acusadas de participar de um esquema de prostituição em Minas Gerais. Entre os envolvidos estão um casal apontado como líder do grupo. Um homem e uma mulher foram presos no dia 4 de setembro em Belo Horizonte durante a operação “Copa do Mundo II”.

Segundo o MPMG, o casal que seria chefe da quadrilha é acusado de prática de crimes de favorecimento da prostituição; manutenção de casa de prostituição e rufianismo (tirar proveito da prostituição); e de dissimular, de forma reiterada, a natureza, a origem e a movimentação dos valores provenientes, direta ou indiretamente, do esquema.

Outros 11 indiciados – agenciadores, motoristas e atendentes – são acusados de formação de quadrilha e crimes relacionados à prostituição, conforme o Ministério Público.

O MPMG ainda pede a suspensão dos direitos políticos de todos os acusados, a indenização civil da sociedade por dano material coletivo e a perda de computadores, celulares e veículos utilizados na prática dos crimes. A promotoria ainda solicitou a quebra do sigilo fiscal e bancário dos apontados como líderes da quadrilha.

Operação Copa do Mundo II
A Polícia Civil desmontou uma rede de prostituição que atuava em Belo Horizonte e interior de Minas Gerais. No dia 4 de setembro, foi preso na capital mineira o casal suspeito de chefiar a quadrilha. Durante a operação, foram apreendidos dois carros de luxo, uma BMW e uma Land Rover, além de 300 celulares. Cerca de 50 mulheres faziam parte do esquema.

A operação teve início após uma denúncia de um site que agenciava garotas de programa. De acordo com a delegada Pollyanna Aguiar, o casal preso vivia uma vida de luxo. “Eles viviam em alto padrão, tudo adquirido com provento do crime. É tudo de alto luxo”, afirmou. A operação leva esse nome porque a polícia vai realizar até a Copa do Mundo várias ações contra a exploração sexual.]

O esquema da quadrilha funcionava com motoristas e atendentes de telemarketing. O cliente ligava para um telefonista, que negociava o programa. Depois disso, um motorista levava a garota até o local combinado. A quadrilha agenciava as garotas e fazia propaganda por meio de jornais e sites.

Durante o cumprimento de mandado de prisão do casal, um motorista foi preso em flagrante. Também foram apreendidos R$ 2,4 mil em dinheiro, documentação e CPU. A delegada afirmou que, durante as investigações, descobriu-se que a rede também funcionava no interior de Minas Gerais. “Quando cumprimos os mandados, nos deparamos com vários celulares com o nome de cidades do interior. Eles usavam os celulares para marcar os encontros no interior”, disse.  Entre as cidades estão Uberlândia, Pouso Alegre, Montes Claros e Lavras.

Durante a apresentação feita pela polícia no dia 6 de setembro, vários celulares apreendidos tocavam com possíveis telefonemas de clientes. Dois imóveis eram usados pela quadrilha. No Prado, um deles está registrado como um escritório de informática, mas, segundo a delegada, funcionava a sede da quadrilha. No Alto Barroca, o outro imóvel está registrado como uma clínica de estética, mas a delegada afirma que o local é onde aconteciam os programas. A Polícia acredita que os locais eram usadas também para lavagem de capitais.

A mulher foi presa no dia 4 de setembro perto de casa, no bairro Gutierrez. O homem foi detido no imóvel no Prado. De acordo com Pollyanna Aguiar, as investigações ainda vão continuar. “Estamos investigando se a quadrilha também atuava fora do estado”, falou. Segundo o Ministério Público grupo também atuava em Recife, em Pernambuco.

G1

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