Ocorrências

Dupla é presa durante operação da PM de Meio Ambiente em Ituiutaba; produtos de caça ilegal foram apreendidos

A Polícia Militar de Meio Ambiente deflagrou na última quinta-feira, 25 de julho, a Operação Paz no Campo III. A ação policial ocorreu em Ituiutaba e na região.

Na cidade tijucana a PMMG cumpriu dois mandados de busca e apreensão e realizou a prisão dois homens, de 42 anos e 70 anos, por posse ilegal de arma de fogo.

Conforme o Boletim de Ocorrência, denúncias informavam que os indivíduos praticavam caça ilegal com uso de arma de fogo e, com apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, foram expedidos dois mandados de busca e apreensão, sendo um para uma residência no Bairro Guimarães e outro no Bairro Pirapitinga.

Durante busca domiciliar, vários matérias foram apreendidos. A ação teve o apoio da professora do Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Pontal da Universidade Federal de Uberlândia, Kátia Facure, que confeccionou laudos periciais referentes às partes de animais silvestres apreendidas.

Foram apreendidos uma espingarda de um cano calibre 28; cinco munições calibre 20 intactas; doze munições deflagradas; duas capas para espingarda; 17 facas; uma machadinha; uma rede de pesca; dez pindas; dois cinturões para cartuchos; oito soquetes de madeira para recarga de cartuchos; um apito de caça; couros de jacaré; oito crânios de veado; três bicos de tucano; cinco cascos de tatu e um maço pena de mutum.

Foi lavrada autuação administrativa no valor de R$ 20.014,12, pelos materiais de pesca proibidos e partes de animais silvestres que foram apreendidos.

Os autores e a arma apreendida foram encaminhados para delegacia da Polícia Civil de Ituiutaba. As partes de animais silvestres foram encaminhadas  para Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Pontal da Universidade Federal de Uberlândia.

Resultado geral na região 

A 9ª Companhia PM de Meio Ambiente, sediada em Uberlândia e com responsabilidade territorial em 18 municípios do Triangulo Mineiro (Triângulo Norte), empregou 39 militares e 12 viaturas e obteve os seguintes resultados: 496 Pessoas abordadas; 250 Veículos abordados; cinco prisões efetuadas; quatro armas de fogo apreendidas; 17 armas brancas apreendidas; 66 munições apreendidas; 19 espoletas; 14 cartuchos deflagrados; dois recipientes contendo pólvora; três multas administrativas aplicadas totalizando R$ 22.894,68; dois cinturões de couro para cartuchos; um estojo de chifre para pólvora; 16 facas; um facão; duas fisgas para captura de peixes de grande porte; uma machadinha com cabo de madeira; dez pindas para prática de pesca; um maço de pena de ave silvestre (mutum); dois couros de jacaré; três bicos de ave silvestre (tucano); um apito para prática de caça em espera; dois cascos de animal silvestres (tatu) seccionados; três cascos de animal silvestres (tatu) inteiros; oito crânios de animal silvestre (veado); oito ganchos para pendurar carne; oito artefatos de madeira para recarga de cartucho; três redes de pesca e uma tarrafa.

Javalis

Uma nova instrução normativa, publicada em 25 de março, detalha a regulamentação para controle e manejo do javali no Brasil. O animal é considerado uma das espécies exóticas invasoras mais prejudiciais ao meio ambiente e à economia. Sua caça foi autorizada em todo o país em janeiro de 2013.

O processo de autorização para caça, que era feito no papel, passa a ser 100% digital. A normativa também dá detalhes de como devem ser as armadilhas usadas para a captura do animal e regulamenta o uso de cães. Fica permitido ainda o uso de armas brancas para o abate dos animais capturados. Na primeira legislação, de 2013, o uso de cães, armas brancas e armadilhas não era proibido, mas não havia detalhes de como esses artifícios deveriam ser empregados.

Agora, cães de caça envolvidos no controle do javali devem portar colete peitoral com identificação e seus responsáveis precisam carregar um atestado de saúde emitido por médico veterinário, além da carteira de vacinação do cão. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também determina as medidas de cada curral ou gaiola usados como armadilhas e reforça a proibição de artifícios capazes de matar ou ferir os javalis capturados.

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