Ocorrências

Filha é suspeita de ser a mandante do homicídio do próprio pai em Uberlândia e acaba presa durante o velório

A Polícia Militar em Uberlândia na manhã da última terça-feira, 3, às 7h13, foi acionada para comparecer na rodovia anel viário Norte, no distrito industrial, onde um homem foi encontrado morte em uma empresa.

O solicitante informou que foi buscar o seu caminhão e deparou com o corpo vítima na cama, já sem vida, todo sujo de sangue. Ao chegarem ao local, os PMs encontraram com o solicitante e com familiares da vítima. O solicitante narrou que chegou cedo à empresa que se encontrava fechada, foi até o seu caminhão e fez um check-up, e foi buscar água para colocar no radiador. Ao chegar próximo do cômodo onde estava a vítima, percebeu que a porta estava aberta e viu a vítima nua e suja de sangue, demonstrando estar sem vida.

Imediatamente o homem ligou para a polícia e familiares. Narrou também que ao chegar percebeu que todas as portas estavam abertas. Posteriormente, foi verificado que na realidade as portas estavam arrombadas, possivelmente por chutes. Sem entrar no cômodo, os militares viram o arrombamento da porta e a vítima em cima da cama sem vida e na entrada, dois estojos de munição. Foi realizado o isolamento e a conservação do local.

O perito chegou e realizou os trabalhos de praxe, fazendo o recolhimento de quatro estojos de 765, constatando três perfurações na região do tórax da vítima. A perícia presumiu que, possivelmente, o fato teria ocorrido após as 22h da segunda-feira, 2, devido ao estado cadavérico.

A roupa que a vítima usava na noite estava dobrada em cima de uma mesa próxima da cabeceira, roupas em que foram localizados os documentos pessoais, que foram entregues à filha da vítima.

O corpo da vítima foi encaminhamento até o Instituto Médico Legal. A filha disse aos PMs que ele tinha o hábito de dormir na empresa e que ela o tinha deixado no local por volta da 19h30, do dia 2, depois dele ter ido na casa dela tomar banho, pois na empresa estava sem água e luz devido a um incêndio, no matagal ao lado, que atingiu a caixa da água e fiação.

Ela e um funcionário deram falta de uma chave pneumática, comprada em 14 de março de 2019, na loja do borracheiro. A filha ainda suspeitou estar faltando também à quantia de R$ 300,00, pois ela recorda de ver o dinheiro no bolso da bermuda, pois ele (vítima) havia lhe dado R$ 20,00. Em outro cômodo arrombado tinham vários outros objetos de valor como pneus de caminhões novos e usados e uma bateria de caminhão que não foram levados, ou seja, arrombaram o cômodo e nada levaram.

Prisão dos autores

Durante as diligências para localização dos autores, uma denúncia anônima foi feita e relatou que o homicídio se deu por questões de posses e dinheiro, que a mandante do fato seria a filha, que teria contratado pessoas para executar o próprio pai. O denunciante acrescentou ainda que a filha havia contatado um cidadão que trabalha como segurança, para que esse contratasse os demais envolvidos no crime.

Os PMs iniciaram o cruzamento de informações para identificarem os autores. Outra denúncia anônima informou que um dos envolvidos no homicídio estaria escondido em um motel da cidade.

Com base nas informações desta segunda denúncia, as equipes policiais foram ao estabelecimento verificar a denúncia e localizaram o autor E. P. M., de 34 anos, que após tomar ciência do motivo da presença dos policiais, colaborou com as diligências.

Em seguida, os militares foram ao imóvel de um adolescente de 17 anos, o qual, segundo E. P. M., estaria na posse da arma de fogo, tipo pistola de calibre 765, utilizada no homicídio.

O menor colaborou com a equipe e, voluntariamente, mostrou onde estava guardada a arma de fogo, uma pistola PT 57 SC, marca Taurus, oxidada, calibre 765.A arma estava sem munições e em perfeitas condições de empregabilidade.

O adolescente disse que somente foi solicitado para guardar a arma de fogo. Em ato contínuo, os militares foram ao endereço de um terceiro acusado, H. W. M. L., de 27 anos, que ao saber o motivo da presença policial, informou que foi acionado pela filha da vítima, e esta alegou que teria que executar seu pai, alegando que teria tido, em outrora, problemas pessoais e particulares com o pai e pagaria de R$ 10.000,00 pelo serviço. Porém, o indivíduo afirmou a ela que não cometeria tal fato, e disse que conhecia algumas pessoas e que poderia colocá-los em contato com ela.

H. W., acrescentou que acionou E. P. M., e que ele ficou por conta de articular e executar o crime. Após a ratificada a participação da filha, M. S. S, de 38 anos, como a mandante do crime, os militares foram ao velório da vítima e realizaram a prisão da acusada.

Em contato com E. P., este afirmou que o dinheiro recebido pelo crime estaria na casa de S. M. S., de 41 anos, o qual seria o proprietário da arma de fogo utilizada. Contudo, afirmou que pegou a arma emprestada e que S. M., não sabia do fato e nem mesmo tinha conhecimento de que o dinheiro que estaria com ele, sendo fruto do pagamento pelo crime.

Os policiais foram até a residência de S. M. S., e localizaram R$ 7.510,00. Ao tomar conhecimento do motivo da presença dos militares, confirmou ter emprestado a arma de fogo a E. P. na data de 1° de setembro de 2019, e informou que a arma estava com cinco munições de calibre 765. Disse ainda que não sabia que o indivíduo iria cometer tal crime, e que possuía a arma para segurança pessoal.

O último abordado acrescentou que E. P. esteve em sua casa na data de 2 de setembro 2019, por volta das 23h, e lhe entregou o dinheiro para guardar. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão a todos os autores e de apreensão ao menor.

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