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PM de Ituiutaba adquire cães farejadores de drogas

Até o final deste ano devem ser adquiridos mais dois cães farejadores que irão auxiliar na captura de bandidos. / Foto: Jaqueline Barbosa

Leopar e Samurai, cães da raça pastor holandês e Malinois respectivamente, são os novos integrantes do 54º Batalhão da Polícia Militar, em Ituiutaba. Os cães foram adquiridos em um canil especializado em adestramento que fica em Goiânia (GO), e irão auxiliar nas operações policiais de apreensão de drogas.

“São raças qualificadas para encontrar qualquer tipo de droga, como maconha, cocaína, crack, pasta base, e drogas sintéticas como LSD e ecstasy”, afirma o Major da Polícia Militar, Michel Leandro Abrão, da Rondas Ostensivas com Cães Adestrados (Rocca).

Os dois animais têm cerca de dois anos de idade e, no ano passado, durante uma fase de adaptação, eles chegaram a participar de algumas operações policiais em Ituiutaba que resultou na apreensão de duas toneladas de drogas. “No ano passado, seis militares foram para Belo Horizonte onde passaram por um curso de capacitação para lidar com os cães”, explica.

De acordo com ele, na década de 90 a PM da cidade chegou a ter um canil, porém não era oficial. “Este é um projeto antigo da Polícia Militar de Ituiutaba, de se ter um canil oficial aqui na cidade. Estamos na expectativa de que até o final deste ano sejam adquiridos mais dois cães farejadores que irão auxiliar na captura de bandidos”, afirma o major.

TREINAMENTO

Conforme o major, a seleção de um cão farejador é feita logo cedo, quando ainda são filhotes de cerca de 45 dias de vida. “De uma ninhada de cachorros, geralmente apenas um tem o perfil de caça. São selecionados levando-se em conta aspectos como a raça, desejo de buscar objetos e intensidade de faro”, explica.

Ele conta que enquanto o ser humano possui cerca de cinco milhões de células sensoriais olfativas, um Pastor Alemão, por exemplo, tem cerca de 220 milhões. “Ele consegue captar e diferenciar odores de substâncias, mesmo se estiverem misturadas à outros objetos”, conta.

O treinamento acontece por meio de associação do brinquedo ao odor da droga ilícita. “Toda vez que ele encontra a droga, ele ganha o brinquedo, que é a bolinha, além, é claro de elogios e do carinho de seu adestrador. Dessa forma ele saberá que, ao encontrar o objeto com o odor desejado, ele será recompensado”, informa.

Após nove anos de trabalho, o cão aposenta e, geralmente o seu condutor leva ele para morar na sua casa ou então ele é direcionado para adoção.

Sobre o autor

Jaqueline Barbosa

Jornalista tijucana, com formação em Comunicação Social / Habilitação em Jornalismo na Universidade de Uberaba

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