Política

Mensalão tucano em Minas tem R$ 25 milhões bloqueados pela justiça

A Justiça de Minas Gerais decretou a indisponibilidade de até R$ 25,6 milhões dos réus do mensalão tucano. A decisão é do juiz Adriano de Mesquita Carneiro, da 5ª Vara da Fazenda Pública.

O juiz abriu ação civil pública contra o empresário Marcos Valério, condenado a 39 anos de prisão no mensalão do PT, o ex-senador Clésio Andrade e outros oito investigados do Mensalão tucano. Mas rejeitou a acusação ao ex-governador de Minas e ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.

Recebo a inicial em relação aos réus Eduardo Pereira Guedes Neto; José Cláudio Pinto de Resende; Ruy José Vianna Lage; Cristiano de Mello Paz; Marcos Valério Fernandes de Souza; Ramom Hollerbach Cardoso; SMP&B Comunicação LTDA.; Solimões Publicidade LTDA; Clésio Soares de Andrade e Holding Brasil S.A. e determino a indisponibilidade dos bens destes réus até o montante de R$ 25.689.212,03. Rejeito a inicial em relação ao réu Eduardo Brandão de Azeredo“, decidiu o juiz.

Em outra frente de investigação, a Justiça condenou criminalmente os réus do mensalão tucano por peculato e lavagem de dinheiro durante a campanha do ex-governador de Minas (1995-1999), em 1998. Eduardo Azeredo foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão em 1.ª instância.

Na ação civil, o Ministério Público alega prática de improbidade administrativa na transferência de valores das estatais Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) e Comig S.A. (Companhia Mineradora de Minas Gerais) para as empresas SMP&B Publicidade LTDA, atualmente Solimões Publicidade LTDA.

Outro lado
Para o advogado Castellar Guimarães Neto, que defende Eduardo Azeredo e Cristiano Paz, a rejeição da inicial e a consequente negativa do pedido de bloqueio de bens do ex-governador de Minas é “a prova cabal e confirmação judicial de que o governador jamais se envolveu no evento esportivo“, disse.

Já em relação ao publicitário Cristiano Paz, o advogado alega que a SMP&B era a detentora dos direitos de exploração dos eventos esportivos no Brasil e, por isso, não não há como se discutir se a situação exigia licitação ou não.

O criminalista Marcelo Leonardo, que defende Marcos Valério, informou que vai se manifestar no processo depois que a defesa foi citada e questionou a medida adotada pela Justiça mineira 13 anos após a ação ser proposta.

 

Clésio Andrade se manifestou por meio do advogado Eugênio Pacelli. “Se os fatos, que desconheço, forem os mesmos da ação penal, posso assegurar que a decisão é absolutamente equivocada. Esses fatos são de quase vinte anos atrás. Nunca se adotou violência igual nem no âmbito penal.

 

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