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Política

Vereadores rejeitam indicação que sugere exoneração de Cláudia Bernal

Ela é apontada por ocupar cargo de nepotismo

Ainda que o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) emitisse parecer a respeito do cargo ocupado pela diretora da Fundação Cultural de Ituiutaba, Cláudia Bernal, como “clara existência de nepotismo” (segundo o documento do Ibam); vereadores rejeitaram a indicação do vereador Francisco Tomáz, o Chiquinho (PSB), sugerindo ao prefeito Fued Dib (PMDB) a exoneração de Cláudia.

O questionamento de prática de nepotismo neste cargo já havia sido levantado pelo vereador Chiquinho, um dos poucos legisladores de oposição à Administração Municipal. O vereador, então, recorreu ao Ibam, que é uma instituição atua tanto no Brasil como no exterior, prestando assessoria técnica a mais de 4 mil municípios. “Nos últimos dez anos, essa é a primeira vez, na Legislação Municipal, que os vereadores votam contrários a um parecer emitido pelo Ibam”, ressaltou Chiquinho, ontem (26), durante reunião ordinária na Câmara.

Cláudia é esposa do vice-prefeito, Giberto Bernal e, além do cargo de diretora da Fundação Cultural, atende em seu consultório de ginecologia.

“Nós na situação de Legislador, temos essa ‘procuração’ que o povo nos deu para representá-los e fazer valer o que é certo. Eu, juntamente com a mesa diretora desta casa, busquei embasamento jurídico e legal. Buscamos orientação junto a um instituto que, dos 5.700 municípios que temos no país, atende quase 4 mil prefeituras e câmaras municipais. Estamos falando de um instituto que tem legalidade”, destacou o vereador.

Morde-assopra

Alguns dos vereadores que se posicionaram contrários à indicação do vereador, como Zé Tanus (DEM), Barreto (PTB) e Marco Túlio (PMDB), teceram elogios ao trabalho de apuração do vereador Chiquinho. Apesar de parabenizá-lo pelo levantamento, alguns chegaram a justificar o trabalho de Chiquinho por ele ser de oposição à Administração Municipal.

“Esta é uma reivindicação contrária aos Poderes institucionais. Existe um insulto à Constituição do País. (…) Não podemos pedir a exoneração de um funcionário Público. Essa atitude, cabe ao Ministério Público, e não a nós, Legisladores”, defendeu Barreto.

Marco Túlio, que também é da situação, manifestou dizendo que tal assunto não cabe uma indicação solicitando a exoneração de Cláudia Bernal. “Acho uma proposição extremamente violenta. O cargo de presidente da Fundação é político, não de comissão. Ou seja, é autônomo da Administração Municipal e não tem vínculo subordinado à prefeitura. Acho que o vereador deveria reformular o pedido, solicitando dados a respeito desse cargo e, não, a exoneração”, defendeu Marco Túlio, do PMDB, mesmo partido do prefeito Fued Dib.

Dos 16 vereadores votantes, além de Chiquinho (autor da proposição), apenas Jorge Carteiro (PSC), Batuta (PSB) e João Carlos PR) votaram a favor da indicação sugerindo ao prefeito a exoneração de Cláudia. Entretanto, mesmo a favor, nenhum deles se manifestou fazendo uso da palavra.

Plateia

Apesar de haver uma plateia que aplaudiu as falas dos vereadores contra a indicação que sugere a exoneração de Cláudia Bernal, a própria Cláudia não compareceu à reunião.

Pelo telefone, a diretora da Fundação Cultural disse que recentemente recebeu um convite da mesa diretora da Câmara para que comparecesse à Casa Legislativa para falar sobre a autarquia. “Eu me prontifiquei a ir para prestar qualquer esclarecimento. Estou aguardando o agendamento para ir até lá”.

Com que diz respeito ao seu cargo, bem como as acusações de nepotismo, Cláudia disse que quem responde por este assunto é a Procuradoria da prefeitura.

 

Jaqueline Barbosa

Jornalista tijucana, com formação em Comunicação Social / Habilitação em Jornalismo na Universidade de Uberaba

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