Política

Zema vai manter 800 dos 3,9 mil servidores de recrutamento amplo

O governador eleito recebeu propostas de empresas de RH que farão gratuitamente processo seletivo para ocupar secretariado e cargos comissionados

O governador eleito Romeu Zema (Novo) vai começar o processo seletivo para escolher seu secretariado na segunda-feira. Segundo ele, dos 3,9 mil cargos de recrutamento amplo no estado devem ser mantidos somente de 700 a 800.

Ele disse ter recebido contato de diversas empresas de recursos humanos que farão esse trabalho gratuitamente, o que dispensará gastos. “Temos várias empresas que já ligaram e disseram que fazem isso de graça. Não é uma nem duas não. São várias empresas que já disseram ‘eu faço isso de graça'”, afirmou Zema, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas.

O governador eleito não citou nomes de pessoas convidadas a participar dos testes. Mas disse que, inclusive aquelas que possam eventualmente já estar no governo, terão que passar por seleção. Segundo Zema, não há compromisso com partidos nem apoiadore de campanha.

“É como se alguém que ajudou a fazer sua mudança tivesse o direito de morar na sua casa. Isso não tem nada a ver uma coisa que a outra. É fazer o certo. Não é falar que o mundo corporativo é melhor, não”, disse. “Não tenho essa dívida de campanha com ninguém. Estou com vários currículos já”, completou.

De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), em julho de 2018, o governo contava com 3.963 nomeações de recrutamento amplo, num total de mais de 350 mil servidores. Zema afirma que deve manter de 700 a 800 dessas posições e que vai priorizar funcionários de carreira.

“Mesmo desses 700, 800 que ficarem, às vezes vai ficar até menos. O que vamos tentar fazer é pegar pessoas concursadas que já estão (lá) para ocupar os cargos”, afirmou. “Você tem um cargo vago na secretaria da Fazenda, mas tem um técnico lá de carreira. Vai ser ele. Nós vamos estar dando oportunidade para quem já está lá e vamos estar evitando uma despesa adicional”, disse.

Questionado sobre a economia do corte de menos de 1% dos cargos no estado, Zema ressaltou que nessa parcela encontram-se os maiores salário. “Vamos dizer que isso represente 1,5% da despesa com pessoal, já é um grande avanço. Eu te diria que já corrigimos com essa medida talvez 8%, 7% do déficit do estado. Um quinze avos, um catorze avos nós já corrigimos em uma facada”, afirmou.

Fonte: Estado de Minas

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CONTINUAR LENDO