Educação

Após tentativa de estupro, UFU encaminha projeto que propõe ação da Polícia Militar em campi

Membros da administração superior se reuniram para discutir aspectos de segurança da comunidade acadêmica e o tema deve ser detalhado na coletiva de imprensa convocada para a manhã desta quinta-feira (24). Por causa da tentativa de estupro contra uma aluna na última segunda-feira e de outros crimes que ocorreram dentro da universidade nos últimos dias, alunos programaram uma manifestação para a manhã da próxima sexta-feira (25).De acordo com o vice-reitor Eduardo Nunes, a proposta de parceria com a PM está em análise no comando em Belo Horizonte. “Há uma ideia de que a UFU não queira a polícia aqui, mas não é verdade. Queremos que isso ocorra da melhor forma, para garantir de fato a segurança da comunidade acadêmica”, afirmou. Segundo o reitor Elmiro Santos Resende, a instituição vai formular um projeto para monitorar a vigilância dos sete campi em tempo integral, com câmeras em alta definição. ““Estamos estudando a possibilidade de utilizarmos o prédio da FAU para que este se torne a central de monitoramento de vigilância da UFU num sistema integrado. Temos dedicado atenção especial a isso”, disse.

A delegada da Mulher, Juliana Santos Machado Acipreste, informou que um inquérito foi instaurado para apurar o caso da tentativa de estupro contra a estudante no campus Santa Mônica. “Vamos realizar diligências durante a investigação para encontrar o autor”, afirmou.

Medo

A estudante de 18 anos, vítima de uma tentativa de estupro no campus Santa Mônica, na zona leste, na tarde de segunda-feira (21), afirmou que não quer mais voltar à instituição. “Tenho medo de que isso aconteça de novo, foi terrível. Estranhei ao ver um homem dentro do banheiro, mas por ele estar uniformizado, achei que nada pudesse acontecer. Quando fui secar a mão, fiquei de costas e ele me deu uma gravata e me atirou no chão em direção ao box, falando que a gente ia brincar. Consegui soltar o braço dele e gritei o mais alto que pude e, depois, saí correndo para a sala em que meus amigos estavam. Ele fugiu, não sei para onde”, disse.

O pai da vítima está indignado com a situação. “Que segurança se tem em deixar uma filha estudar em um lugar assim? Como eu posso ficar tranquilo agora? Além do tráfico de drogas e dos assaltos, agora existe o risco de as alunas serem estupradas. Ela perdeu uma prova hoje, porque não tinha a menor condição de ir à aula, mas já considerei tirá-la de lá. Estou indignado”, afirmou.

FormatFactoryVice-reitor

Eduardo Nunes disse que a parceria com a PM está sob análise (Foto: Cleiton Borges 28/8/2015)

Correio de Uberlândia

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