Minas Gerais

Setor sucroalcooleiro espera crescimento no Triângulo Mineiro

Presidente de cooperativa de produtores fala sobre a expectativa. ‘Expectativa é que a indústria volte a ter seus lucros’ disse presidente

A cana-de-açúcar, matéria-prima na produção do etanol, saiu do patamar de “ouro verde” para “preço de banana” nos últimos tempos. Os produtores rurais têm trabalhado no vermelho há cerca de cinco anos. O campo sente os efeitos da crise na indústria sucroenergética. Mesmo diante das atuais condições do setor, há sinais de recuperação.

De acordo com a Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado de Minas Gerais (Siamig), no país, cerca de 60 usinas foram fechadas nos últimos anos. Minas Gerais, o terceiro maior produtor de etanol do Brasil, teve oito usinas desativadas.

O ex-funcionário de uma usina, Lázaro Roque Ferreira, foi demitido no ano passado. Na casa dele o impacto foi grande, já que a mulher e a filha também trabalhavam na indústria de etanol. “Quando a gente saiu já estava com duas férias atrasadas. O FGTS não foi depositado todo e o 13º nós também não recebemos”, disse o ex-funcionário.

Uma das usinas desativas fica no município de Capinópolis, no Triângulo Mineiro. No local, a situação é de abandono. A estrutura vai sendo consumida pelo tempo.

Mas o setor dá sinais de recuperação. O volume de álcool vendido neste ano nos postos de Minas Gerais aumentou 130% até agosto, na comparação com igual período de 2014, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o presidente da Cooperativa de Produtores na região, Rodrigo Piau, o recorde histórico veio acompanhado de outra boa notícia.

“Esse ano nós tivemos a redução do ICMS do etanol dentro do estado de Minas Gerais, tivemos o aumento da tributação da gasolina dentro do estado e, consequentemente, o etanol passou a ser mais competitivo”, contou Rodrigo Piau..

A expectativa para os próximos meses é melhor ainda. Minas Gerais terá este ano safra recorde. A produção de etanol deve chegar a três bilhões de litros. Reflexo da abertura de mercado para o produto no estado e que poderá reverter em novos investimentos para o setor a médio e longo prazos.

“A expectativa nossa é que a indústria volte a ter seus lucros”, ressaltou Rodrigo Piau.

G1
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