Saúde e Bem-estar

Anticoncepcional masculino se sai bem no 1º teste

Medicamento foi apresentado em encontro anual de endocrinologia
Pílula tem uso semelhante ao do contraceptivo feminino e apresentou leves efeitos colaterais

Um novo anticoncepcional masculino apresentou sucesso em seu primeiro mês de teste clínico, realizado com 83 homens entre 18 e 50 anos. A pílula tem uso semelhante ao do contraceptivo feminino, devendo ser tomada uma vez ao dia. O remédio modula a quantidade de testosterona presente no corpo para evitar a produção de espermatozoides.

O medicamento foi apresentado, nesta semana, no Encontro Anual da Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos. A pílula apresentou resultados melhores do que outra droga testada em 2016 que teve testes clínicos suspensos devido aos efeitos colaterais.

Segundo os responsáveis pelo estudo, o anticoncepcional masculino não apresentou reduções na libido e teve leve ganho de peso e pequena redução do HDL, o chamado colesterol bom, como efeitos colaterais. “Apesar de terem níveis baixos de testosterona circulando, pouquíssimos participantes relataram sintomas de deficiência ou excesso do hormônio”, explicaram os autores do estudo em um pronunciamento.

A pílula foi chamada de DMAU, uma abreviação para undecanoato de nandrolona, nome da substância usada. O estudou recrutou cem homens para os testes. Dezessete desistiram da pesquisa, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Os 83 homens que chegaram ao fim do estudo testaram três doses diferentes do composto, que precisava ser ingerido todos os dias com comida para ser efetivo. Após 28 dias, os voluntários que receberam 400 mg de DMAU, a dose mais alta testada, demonstraram níveis baixos de todos os hormônios necessários para a produção de esperma em relação aos que receberam placebo.

No entanto, para afirmar que a pílula contraceptiva masculina de fato é eficiente, são necessários mais testes sobre os efeitos colaterais de médio e longo prazo e sobre o tempo para a restauração da fertilidade após o fim do tratamento.

Fonte: O TEMPO

 

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