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Saúde e Bem-estar

Grávida pede ao STF para fazer aborto

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O PSOL e o Anis – Instituto de Bioética apresentaram nesta quarta-feira (22), no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que a estudante Rebeca Mendes da Silva Leite, de 30 anos, interrompa a gravidez. Grávida de 6 semanas, a estudante sustenta não ter condições econômicas e emocionais de levar a gestação adiante: é responsável pela criação de dois filhos e vive com recursos de um trabalho temporário que vai somente até fevereiro. Não há nenhuma decisão no STF autorizando casos como esse. Todas as decisões sobre aborto dizem respeito a gestações que trazem risco de vida para a mulher ou envolvendo feto com má-formação.
O STF já decidiu que o aborto é permitido em casos de fetos com anencefalia e houve decisão da 1.ª Turma da Corte, no ano passado, no sentido de que o aborto até os três meses da gestação não pode ser considerado crime. A decisão motivou reação imediata no Congresso, capitaneada pela bancada religiosa, em favor de legislação que reitere – tornando mais claro – o veto à prática no País (mais informações nesta página)
Em entrevista, Rebeca afirma que não teria dificuldade em recorrer a um procedimento clandestino. Isso, porém, nunca foi cogitado. “Não quero ser mais uma mulher que morre em casa depois de hemorragia ou em uma clínica clandestina e depois é jogada na rua. Ou, ainda, ser presa”, justifica. “Quero viver com meus filhos, com saúde e segurança”, completa a estudante. Como o Estado mostrou em dezembro, O Brasil registra uma média de quatro mortes por dia de mulheres que buscam socorro nos hospitais por complicações do aborto. De acordo com pesquisa nacional, 503 mil interromperam a gravidez só em 2015
Aluna do 5º semestre de Direito com bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni), Rebeca afirma que uma gravidez agora colocaria em risco não só seus planos, mas o sustento de toda família. “Terminando o trabalho temporário, quem contrataria uma mulher grávida? A faculdade, que é um passaporte para uma vida melhor, já é difícil de ser feita. Uma gravidez significaria colocar esse projeto de lado.”
O pedido apresentado nesta quarta é uma reiteração de liminar em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta em março pelo PSOL e pelo Anis. “Temos fatos novos agora. O caso específico de Rebeca, além da estimativa de que, desde março, pelo menos 330 mil mulheres se submeteram a abortos clandestinos”, afirma a advogada Sinara Gumieri, da equipe que preparou a ação no Supremo.
Os autores da ADPF sustentam que a criminalização, prevista pelo Código Penal, desrespeita direitos fundamentais descritos na Constituição, como o direito à dignidade, à autonomia e à cidadania. “A dignidade está relacionada com a autonomia de a mulher tomar suas decisões, com a liberdade”, diz a advogada Gabriela Rondon.
O pedido de liminar será avaliado pela ministra Rosa Weber, que é da 1ª turma do Supremo. Mas não há nenhum prazo para que ela tome decisão. “Concedida a liminar, ela valerá tanto para Rebeca quanto para as mulheres que não querem levar adiante a gravidez”, acredita Sinara. Se for determinado pelo STF que a decisão tem repercussão geral, o aborto para todas as mulheres até a 12.ª semana da gestação passaria a ser permitido.
Desde que a ADPF foi proposta, o Anis passou a recolher depoimentos de mulheres que fizeram aborto há mais de oito anos. “Chama a atenção o peso do silêncio. Em muitos relatos, dizem que nunca haviam comentado com ninguém. Passaram por procedimentos de risco e, depois, vivem na solidão.”
Às claras
Rebeca relata que em nenhum momento pensou em fazer o pedido para permissão da interrupção da gravidez no anonimato. Embora diga não ter dúvida de que poderá ser criticada, acrescenta estar preocupada só com a opinião de seus filhos. E se a liminar for negada? “Vou ficar desesperada. Vou viver uma vida que estou lutando para não viver.”
Debate
O reforço do pedido de liminar ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados debate a proposta de emenda à Constituição (PEC) 181 sobre o tema. O texto aguarda votação de destaques em comissão especial, após debates e protestos acalorados entre deputadas defensoras do direito ao aborto e parlamentares contrários.
O texto original da PEC previa inicialmente a ampliação da licença-maternidade para mães de bebês prematuros de 120 para 240 dias. Mas a proposta foi modificada em 2016, após o STF considerar que aborto até o 3º mês de gestação não é crime.
Relator da PEC, o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) é contra ampliar as hipóteses de aborto. Para ele, o texto, se aprovado como está, fortalece “o direito à vida”. Questionado ontem sobre o caso da jovem que recorreu ao STF, não quis se manifestar. “A pessoa pode pedir o que quiser na Justiça.”
A presidente do Movimento Brasil sem Aborto, Lenise Garcia, avalia que há no Congresso número suficiente de parlamentares para barrar a tentativa de liberação. “A PEC só vai impedir o avanço das possibilidades de interrupção da gravidez. O texto não mexe nas formas em que o aborto já é permitido.”
Quem interrompe a gravidez é vítima da falta amparo, segundo ela “Se tivessem apoio, certamente não fariam”, diz. “E o aborto para mulher não é uma solução, é mais um problema.”
Para a pesquisadora do Anis, Débora Diniz, já tem havido um “movimento de retrocesso” no Legislativo desde antes da decisão do Supremo de 2016. A PEC, diz ela, tem como objetivo inibir novas decisões do STF.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Número de pacientes com suspeita de Coronavírus em Ituiutaba sobe para 64, diz Comitê

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Conforme Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 27 de março, pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Comitê Externo de Enfrentamento ao Novo Coronavírus em Ituiutaba, o número de pessoas suspeitas de infecção por Covid-19 em Ituiutaba passou de 55, na data de ontem, para 64 pessoas em investigação na data de hoje. Um dos casos suspeitos foi descartado clinicamente para Coronavírus.

Deste total de 64 suspeitos, dois pacientes seguem internados no Hospital São José, sem a necessidade da utilização de aparelho de respiração artificial e com quadro clínico estável. São eles, um homem de 64 anos e uma mulher de 56 anos. O terceiro paciente que estava internado até ontem, um homem de 85 anos, recebeu alta e foi liberado para seguir com o isolamento domiciliar, juntamente com as demais 62 pessoas com suspeitas de infecção, que são acompanhadas diariamente pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde.

Do total de casos suspeitos, 11 pacientes foram submetidos à coleta de material para a realização de exames. Até a divulgação deste último boletim, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não havia recebido resultado de nenhum dos testes encaminhados à Fundação Ezequiel Dias. Tanto a Secretaria Municipal de Saúde, quanto o Comitê Externo de Enfrentamento ao Novo Coronavírus seguem com o firme compromisso com a transparência e divulgação da real situação à população de Ituiutaba.

Estado

Conforme Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 27, pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais – SES/MG, até o momento são 21.691 casos suspeitos para COVID-19 e 189 casos confirmados. Há em investigação 28 óbitos e nenhum óbito confirmado até o momento.

Óbitos em investigação

Óbitos suspeitos de COVID-19 que aguardam a realização de exames laboratoriais e levantamento de informações clínicas e epidemiológicas. Até o momento foram notificados 33 óbitos suspeitos, sendo 5 (cinco) descartados para COVID-19.

Avanço da doença no país

O Ministério da Saúde divulgou o mais recente balanço dos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais números são:

  • 92 mortes
  • 3.417 casos confirmados
  • 2,7% é a taxa de letalidade
  • São Paulo concentra 1.223 casos, e o Rio, 493.

No balanço anterior, que marcou o primeiro mês da circulação do novo coronavírus Sars-Cov-2 no Brasil, os números apontavam 77 mortes e 2.915 casos confirmados. Em relação às mortes, o aumento foi de 19%, e de 17% em relação aos casos do dia anterior.

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Isolamento social: psicóloga indica formas de minimizar impactos

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A recente pandemia a qual estamos atravessando, nos leva ao quadro de isolamento social, obrigando a população a ficar em casa. Algumas pessoas são mais vulneráveis que outras, como idosos e portadores de doenças crônicas. As demais precisam se isolar para não transmitirem o vírus, que tem em sua característica, uma disseminação rápida, mas com uma taxa de mortalidade baixa no restante da população.

Com a chegada do novo Coronavírus, chegaram também a instabilidade econômica, o isolamento social, o medo por você e seus entes queridos e ainda as incertezas sobre o futuro. O atual cenário pode potencializar quadros de ansiedade e depressão, uma vez que, algumas pessoas encontram-se completamente isoladas e sozinhas em suas casas, contribuindo ainda mais para o surgimento de tais casos.

A ajuda psicológica nesses casos é imprescindível e mesmo sem sair de casa pode ser realizada com segurança por profissionais qualificados e experientes através de recursos on-line.

De toda forma é preciso procurar não entrar em pânico, voltando o pensamento para o presente. Enquanto estiver em sua casa, procure fazer algo que te faça ficar confortável: como ler, assistir um bom filme, cuidar das plantas, cozinhar para entes queridos ou fazer algo que goste.

Mantenha-se informado, sobretudo por fontes confiáveis, buscando fugir de informações sensacionalistas ou excesso de informação, minimizando os sintomas de ansiedade.

Pense nas possibilidades que você pode controlar, como: cuidados com a higiene e o distanciamento social. Lembrando que isso é um período que eu não tenho controle e que não posso fazer mais nada além do que já estou fazendo.

Se mesmo assim for impossível controlar e pensar no que estou sentindo, procure ajuda. A saúde emocional é tão importante quanto à saúde física e existem ótimos profissionais prontos para te ajudarem neste momento. CRP 04/545226

Instagram:  @lauranizpsi

Contato e agendamento: (34) 991135503 (WhatsApp)

Email: [email protected]

Endereço: Rua dezoito, 80, Ituiutaba- MG

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SES: 123 casos suspeitos de Covid-19 em Ituiutaba, Santa Vitória, Centralina, Prata, Monte Alegre e Capinópolis

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Foto: Pontal em Foco

De acordo com Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais – SES/MG, até o momento no estão são 21.691 casos suspeitos para COVID-19 e 189 casos confirmados. Há em investigação 28 óbitos, sem confirmações, até o momento, de mortes causadas pela doença.

Óbitos em investigação

Óbitos suspeitos de COVID-19 que aguardam a realização de exames laboratoriais e levantamento de informações clínicas e epidemiológicas. Até o momento foram notificados 33 óbitos suspeitos, sendo 5 (cinco) descartados para COVID-19.

Região

Na região, em cidades próximas de Ituiutaba, 194 casos suspeitos da doença estão em investigação, conforme a SES. Dois casos, de pacientes da cidade de Prata, foram confirmados. Conforme o Boletim, Ituiutaba possui 42 casos suspeitos; Santa Vitória 19 casos; Centralina 13 casos; Prata 25 casos; Monte Alegre de Minas 22 casos e Capinópolis 2 casos.

As cidades de Gurinhatã, Ipiaçu e Cachoeira Dourada não possuem casos suspeitos da doença.

Divergência nos números

Os número divulgados pela SES e pelo Comitês de Enfrentamento ao Novo Coronavírus nos município apresentam divergências. Em Ituiutaba, por exemplo, no último Boletim Epidemiológico divulgado na noite da última quinta-feira, 26, 55 pacientes eram monitorados pelas autoridades de Saúde, sendo que três encontravam-se hospitalizados no Hospital São José.

Isso ocorre, segundo a coordenadora do Comitê em Ituiutaba e chefe de Vigilância em Saúde, Liliane Lira, pelo fato de que existem dificuldades para alimentação do sistema específico e que realiza comunicação entre os município e o estado.

País

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 13h00 de sexta-feira (27), 3.036 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 77 mortos, 58 deles em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado.

O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março).

Errata: O Pontal em Foco errou ao noticiar que 194 casos suspeitos e 2 confirmados de COVID-19 estão no Boletim da SES. A consulta dos dados para a cidade de Prata aponta, na verdade, 25 casos suspeitos, sem confirmações. A busca realizada, além de Prata, no Triângulo Mineiro, apresentou dados das cidades de Lagoa da Prata, Cachoeira da Prata e São Domingos da Prata, todas em Minas Gerais. 

Assim, o número correto de casos suspeitos em Ituiutaba, Santa Vitória, Centralina, Prata, Monte Alegre de Minas e Capinópolis totalizaram nesta sexta-feira, 27, 123. Sem confirmações ou descartados. 

Confira os dados disponibilizados pela SES/MG

Ituiutaba

Santa Vitória

Centralina

Prata

Monte Alegre de Minas

Capinópolis

Uberlândia

Uma das maiores cidades de Minas Gerais, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, possui nos registros da SES total de 548 notificações de COVID-19, sendo 527 casos suspeitos, 7 confirmados e 14 descartados. Já no último Boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Uberlândia, na tarde da última quinta-feira, 26, o município contava com 697 casos suspeitos, sendo 8 confirmados, 73 descartados, 4 óbitos suspeitos e 39 pacientes hospitalizados.

 

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