Saúde e Bem-estar

Ituiutaba tem caso de morte por dengue confirmada

Órgãos de saúde pedem que a população se conscientize e faça sua parte no combate aos focos do mosquito

Uma moradora do Bairro Gardênia, 54 anos, é o primeiro caso de óbito confirmado por dengue em Ituiutaba em 2018. Segundo o Departamento de Vigilância em Saúde, da Prefeitura de Ituiutaba, no ano passado chegou-se a registrar um caso suspeito, porém os exames realizados no laboratório oficial do Estado não confirmaram morte causada por contaminação pelo Aedes aegypti.

Segundo a diretora do Departamento Municipal de Vigilância em Saúde, Elizabeth Aparecida Perfeito, entre janeiro a abril deste ano já foram registradas 634 notificações, 156 casos confirmados de dengue foram confirmados e outros 265 casos aguardam resultado do laboratório oficial do Estado. “O que mais nos preocupa é que já não estamos mais no período de surto desta doença, que normalmente ocorre nos meses de chuva, quando o acúmulo de água é comum. Entretanto, o que estamos vendo é um aumento considerável de pessoas com sintomas e confirmação desta doença aqui em Ituiutaba”, disse.

Os agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estão trabalhando ininterruptamente no combate ao mosquito. Esta ação se dá em diversas frentes, que vão desde o combate a possíveis focos e instalação de armadilhas para captura eliminação dos ovos do mosquito, até recolhimento de entulhos em todos os bairros de Ituiutaba para evitar a proliferação do inseto.

Desde a confirmação da primeira morte causada por dengue em Ituiutaba, houve uma concentração de todas estas ações nas proximidades da residência da vítima. Trata-se de uma ação padrão recomendada pelo Ministério da Saúde em casos como este, incluindo a nebulização com equipamento portátil e avaliação de densidade larvária, quando necessário.

Ações de combate ao Aedes no município, são decidas a partir do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, LIRAa. O primeiro ocorreu em janeiro, e registrou 10,6% de infestação. O segundo, entre 2 e 6 de abril, apontou o índice de 5,7%. Normalmente, entre maio e outubro, não há registro de aumento na proliferação do mosquito. Entretanto, a recomendação é não descuidar e seguir vigilante.

“Estamos atravessando momento de extrema preocupação e precisamos contar com a participação de todos os moradores. Não basta que os agentes do Centro de Controle de Zoonoses façam seu trabalho. A população também é responsável e precisa fazer sua parte. Do contrário, não conseguiremos vencer esta batalha contra o mosquito, que apesar de tão pequeno, causa desconforto e conseqüências tão grandes”, disse Elizabeth Perfeito

Para esclarecer dúvidas ou solicitar ajuda do CCZ, a população pode entrar em contato no seguinte endereço: Aristides Naves Carneiro, 142, Bairro Alvorada ou ainda pelos telefones 3268-2398 / 3268-7255 e ainda 0800 941 6500.

 

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