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Saúde e Bem-estar

Menino de 10 anos é internado por falta de remédio

Por mês, o gasto da dona de casa é de R$ 3.000, mas ela só recebe R$ 900 de pensão (Foto: Alex de Jesus)

“Achei que meu filho fosse morrer”. O desabafo é da dona de casa Patrícia Rejane Madeira Abreu, 49, após assistir, há menos de uma semana, o filho, de 10 anos, ser internado no CTI do Hospital Infantil São Camilo com várias crises de convulsão. Daniel Victor Madeira tem paralisia cerebral, mas nem uma decisão judicial tem sido suficiente para garantir o direito da criança a receber os remédios de forma gratuita pelo Estado.

O drama de Daniel teve início da três meses. De lá para cá, conta Patrícia, nada mudou. “Quando a matéria foi publicada recebemos mais de R$ 500. Isso me ajudou muito, mas comprei os remédios e os leites, e o dinheiro acabou. Não sei mais o que fazer”, se desespera a dona de casa.

Patrícia conta que o filho está internado por falta do remédio topiramato, usado no controle das convulsões. Segundo a empresa Costa Camargo, que fornece o medicamento, a distribuição não está sendo feita por falta de pagamento do Estado.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirma que tenta regularizar a situação, mas que a crise tem prejudicado a prestação de serviços.

Enquanto isso, mãe e filho precisam de doações: “Minha vida é pedir ajuda e compaixão das pessoas. Do Estado sei que não terei ajuda Daniel só tem a mim e eu a ele, então, vou continuar lutando”. Por mês, a dona de casa recebe cerca de R$ 900 de pensão do ex-marido, mas os gastos com medicamentos e despesas da casa giram em torno de R$ 3.000: “Todo mês é uma luta. Tenho muito medo de perder meu garoto”.

Ajude

Depósitos. Os dados para quem quiser ajudar são: Patricia Rejane Madeira Abreu, banco Caixa, agência: 0081, operação 013 e conta poupança: 01384389-7. O CPF é 741.916. 246-87

Secretaria culpa a crise

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a autorização de compra do etossuximida 50mg/ml, que é um dos remédios usados, foi emitida e está dentro do prazo de entrega.

Para outros itens, como fraldas descartáveis e sonda uretral, não há dinheiro. A secretaria reconheceu que a escassez de recursos tem impactado o pagamento aos fornecedores.

Fonte: O TEMPO

 

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