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Saúde e Bem-estar

Morte sob suspeita de febre amarela reacende alerta em Minas

No fim do ano, o Parque das Mangabeiras, em BH, foi fechado devido à morte de macacos, sinal de circulação do vírus que transmite a febre amarela na área (Foto: Ramon Lisboa)

Depois de passar por um surto de febre amarela no início do ano passado, considerado o pior do país desde 1980, segundo o Ministério da Saúde, 2018 começa com o alerta das autoridades de saúde ligado. A sirene foi acionada devido a dois casos suspeitos de contaminação da moléstia, sendo que um deles resultou em morte, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As duas notificações foram registradas anteontem e ainda estão sendo investigadas. A preocupação aumenta devido à morte de macacos, que antecedem a contaminação da enfermidade em humanos, que continuam. Na capital, parques foram fechados devido às ocorrências de óbitos de primatas. Além disso, a vacinação, que é disponível no Sistema Único de Saúde (SUS),  ainda está abaixo da meta.

Os dois casos suspeitos de febre amarela em Brumadinho levaram os representantes da saúde pública a se movimentar para garantir uma cobertura vacinal de cerca de 16% dos habitantes desse município (em torno de 5,5 mil pessoas de uma população de 34 mil) que ainda estão vulneráveis. Uma das pessoas morreu e o outro doente foi transferido, a pedido da família, para o estado do Espírito Santo, onde reside. No ano passado, os dois estados se destacaram no surto da doença, com Minas Gerais respondendo pela maioria dos óbitos nacionais. Foram 162 mortes e 475 pacientes em Minas, e outros 94 óbitos em terras capixabas, de acordo com o Ministério da Saúde. A Prefeitura de Brumadinho não revelou os nomes dos doentes nem em quais hospitais foram internados. Exames feitos nos dois pacientes foram encaminhados à Fundação Ezequiel Dias (Funed) e, como têm prioridade, devem dizer dentro de 10 dias se os casos são mesmo de febre amarela.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) afirmou, por meio de nota, que a informação inicial sobre a morte é que o homem, morador da zona rural de Brumadinho, apresentou doença febril aguda com a suspeita inicial de leptospirose e/ou dengue. A pasta reforçou que Minas Gerais é área de recomendação de vacina. “Assim, recomendamos a vacinação de rotina, conforme o Calendário Básico de Vacinação, avaliando a Caderneta de Vacinação e administrando as doses de acordo com a situação vacinal de cada pessoa. Toda pessoa acima de 9 meses de vida, que mora ou vai viajar para Minas Gerais, deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para se vacinar contra a febre amarela. A vacina é gratuita e oferecida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou.

A Prefeitura de Brumadinho afirmou que promoveu ampla campanha de vacinação contra a doença em todas as localidades do município. “Todos os primatas achados mortos foram submetidos a exames, que deram laudos negativos para febre amarela. Mesmo assim, foi realizado bloqueio nas regiões onde foram encontrados”, informou, por meio de nota.  “A Prefeitura pede a todos que mantenham o cuidado com a preservação da vida dos macacos, pois são eles que identificam com antecedência a manifestação do vírus. Eles são nossos sentinelas”, completa o texto.

Fonte: Estado de Minas

 

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