Saúde e Bem-estar

Outubro Rosa: mês de combate ao câncer de mama

Campanha visa conscientizar sobre o tipo de câncer que mais mata mulheres no mundo. Para este ano, estão previstos mais de 50 mil novos casos

Você já se tocou hoje? Conhece realmente o seu corpo? Quando entramos no mês de outubro vem logo à mente a prevenção ao câncer de mama. A campanha do “Outubro Rosa” nasceu no país em 1990 e, desde então, a data passou a ser celebrada anualmente. O Hospital Santa Genoveva faz todos os anos a conscientização sobre o tema entre seus pacientes e funcionários, com o intuito de prevenir e disseminar informações para detecção precoce da doença, aumentando a possibilidade de cura.

De acordo com o site do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados para 2018, 59.700 novos casos de câncer de mama. Depois do câncer de pele (não melanoma), o de mama é o mais frequente nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano no Brasil. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, mas acomete, também, homens, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Segundo a mastologista do Hospital Santa Genoveva, Anna Silvia Jardim de Freitas Borges Lucas, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia é que a mamografia de rotina seja feita anualmente a partir dos 40 anos. “Antes disso, elas devem realizar esse exame apenas se apresentarem risco aumentado para a doença. Como, por exemplo, aquelas que tenham casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 40 anos de idade”, explica Anna Silvia.

De acordo com a médica o exame, que é feito para o rastreamento do câncer de mama, é a mamografia e os outros exames como a ultrassonografia e ressonância das mamas são solicitados em casos específicos, como complemento à mamografia.

A mastologista ainda salienta que as pessoas mais jovens também podem desenvolver a doença, mas é relativamente raro que seja antes dos 35 anos. A incidência do câncer de mama cresce progressivamente a partir desta idade, mas aumenta especialmente a partir dos 50. “Por isso, todas as mulheres, em qualquer faixa etária, devem ficar atentas a quaisquer alterações palpáveis nas mamas e devem procurar avaliação médica nesses casos”, afirma a médica.

“Cistos mamários, nódulos benignos e infecções nas mamas (mastites), são algumas alterações benignas que podem ser confundidas com o câncer de mama em um primeiro momento. Mas, apenas com a avaliação clínica e propedêutica adequadas que é possível fazer o diagnóstico adequado”, completa a Anna Silvia.

O câncer

Para a oncologista do Hospital Santa Genoveva, Nathália Almeida, o câncer de mama é caracterizado pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada das células do tecido mamário. “Ele pode ser de vários tipos diferentes e para saber diferenciá-los e tratá-los, é necessário acompanhamento com um oncologista e um mastologista. Mas não significa que todos os casos sejam sempre hereditários”, afirma.

O câncer de mama hereditário corresponde entre cinco e 10% dos casos, quando existem parentes de primeiro grau com a doença. Portanto, em 90% dos casos, a origem não é a hereditariedade. Já o câncer de mama masculino é bem menos frequente. As pesquisas apontam que exista somente um caso de câncer de mama em homens para cada 100 casos em mulheres.

A oncologista explica que o câncer de mama pode ser detectado em fases precoces, através dos exames de rastreio como mamografia e ultrassonografia das mamas. “O autoexame também é estimulado e, após os 40 anos, a mamografia deve ser realizada anualmente”, disse.

Nathália acredita que este tipo de câncer é passível de cura. Segundo ela, em estágios iniciais o câncer de mama pode ser curado com cirurgia. “Muitas pacientes recebem quimioterapia mesmo após a cirurgia de retirada do tumor, para diminuir as chances de ter uma recidiva da doença, ou antes da cirurgia, para diminuir o tumor e facilitar a cirurgia, o que aumenta as chances de cura. Em estágios mais avançados, existem diversos tipos de tratamento, como quimioterapia e hormonioterapia” garante a médica.

A médica salienta que, apesar de ser raro, pacientes com menos de 35 anos podem desenvolver o câncer de mama, mas ainda não se sabe a causa disso. “É preciso reforçar que quanto mais tarde for descoberto, maiores as chances de recidiva. Portanto, é fundamental que ele seja descoberto o mais precoce possível, para aumentar suas taxas de cura”, finaliza Nathália.

Sintomas

Nódulo único endurecido, alteração da forma da mama, vermelhidão, retração do mamilo, sensação de massa ou nódulo aumentado na axila, retração da pele ou do mamilo, secreção pelos mamilos, inchaço do braço ou dor na mama e/ou mamilo contínua ou descamação.

Tratamento

O tratamento do câncer de mama e da maioria dos outros tumores malignos, hoje em dia, é personalizado. Ou seja, do estágio em que ele foi diagnosticado e do subtipo. As principais modalidades de tratamento são a cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, que podem ser usadas isoladamente ou associadas.

O Hospital

O Santa Genoveva possui uma equipe multidisciplinar composta por mastologistas, cirurgiões plásticos, radiologistas, patologistas, médicos nucleares e oncologistas. Assim, o paciente consegue o diagnóstico e o tratamento necessário (cirurgia e quimioterapia) em um mesmo local, o que facilita o acompanhamento do mesmo.

Além disso, o Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), que faz parte do complexo hospitalar, possui aparelhos de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética para as mamas.

 

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