Saúde e Bem-estar

Pesquisa do Índice de Infestação do Aedes de 2018 começou nesta segunda-feira

Foto: Araípedes Luz

Nesta segunda-feira (8), profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia, iniciaram a primeira pesquisa do ano doLevantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa). Os indicadores são uma importante ferramenta para detectar os locais com focos de reprodução do mosquito e quais os tipos de criadouros mais encontrados. A pesquisa ainda serve de termômetro para definir as ações de combate em Uberlândia e nos distritos.

 

Os profissionais do CCZ realizarão a pesquisa até quinta-feira (11). Os agentes passarão em todos os bairros de Uberlândia durante os quatro dias e 20% dos imóveis de cada bairro serão visitados, servindo de amostras para a pesquisa. “O objetivo é levantar novos indicadores e permitir o direcionamento das ações de forma mais proveitosa em favor da sociedade. Vamos descobrir quais os depósitos mais predominantes, os bairros com mais focos do mosquito e o índice geral da cidade. As informações permitirão um redirecionamento das forças para termos um melhor aproveitamento dos trabalhos de combate do Aedes”, explicou o coordenador do programa de Controle da Dengue, José Humberto Arruda.

 

Arruda ainda reforçou a importância da comunidade durante a pesquisa. Para o coordenador, o comportamento das pessoas é fundamental para o sucesso do trabalho. “As ações da sociedade também são determinantes para nos ajudar na luta contra o mosquito. É primordial que a sociedade se envolva e abra as portas de suas residências para os agentes realizarem a pesquisa. É uma atitude importante, de postura social de todos”, disse.

 

Último Levantamento

 

O último LIRAa de 2017 mostrou que 1,1% das 11.755 casas vistoriadas tinham focos de reprodução do vetor da dengue, zíka vírus e chikungunya. Os principais focos estavam nos domicílios e dos criadouros encontrados, 83% estavam em quintais e corredores e 17% no interior das casas, principalmente salas, cozinhas e banheiros.

 

No mesmo período de 2016, o índice era de 2,1%. Essa retração de um ponto percentual comprovou a efetividade das ações desenvolvidas pelo Programa de Controle da Dengue em parceria com diversas secretarias municipais.

 

Ações em 2017

 

Com o lema “1 minuto de descuido pode ser fatal”, a equipe do Programa de Controle da Dengue, do CCZ, trabalhou diariamente em 2017 para evitar que Uberlândia fosse vítima de uma epidemia das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

 

Durante todo o ano, foram realizadas visitas aos domicílios e pontos estratégicos, ações de bloqueio e retirada de pneus, entre outros trabalhos. Ações que resultaram numa queda de 82% nos casos de dengue e 89% nos de zika vírus.

 

A redução nos casos, conforme explicou José Humberto Arruda, é reflexo do trabalho diário e também do envolvimento de todos e tida como positiva dadas as condições em que a Secretaria de Saúde foi encontrada pela nova gestão. “Também tivemos a participação efetiva da Atenção Primária, com os agentes comunitários de saúde atuando em prol do combate. Precisamos continuar com essa conscientização para evitar novos casos”, salientou.

Ainda de acordo com o coordenador, as ações para o controle do Aedes estão em constante melhoramento e para isso é preciso o apoio da comunidade, mantendo quintais limpos e eliminando objetos que possam acumular água parada.

 

 

Confira as ações permanentes do Programa de Controle da Dengue:

 

 

 

– Visitas a residências nos bairros mais infestados, conforme informou pesquisa do LIRAa;

 

– Coleta de pneus nas borracharias cadastradas. Já foram mais de 200 mil coletados em 2017;

 

– Inserção do peixe lebiste em pontos específicos, sendo cerca de 600 locais atendidos e monitorados;

 

– Parceria junto com as imobiliárias para realização de visitas aos imóveis para venda e aluguel;

 

– Visita aos imóveis em abandono e terrenos baldios;

 

– Visita quinzenal aos pontos estratégicos, como ferros-velhos;

 

– Ação de bloqueio com uso de larvicida e adulticida em bairros que tiveram casos suspeitos das doenças levadas pelo Aedes aegypti;

 

– Palestras em empresas e escolas para orientação sobre as doenças transmitidas pelo Aedes;

 

– Parceria junto ao programa saúde da família, da atenção primária;

 

– Atendimento aos chamados por telefone denunciando e informando sobre possíveis criadouros e,

 

– Monitoramento dos pontos de ônibus e bueiros para verificar possíveis criadouros do mosquito, dentre outras.

 

 

 

 

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