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Vereadores denunciam extorsão, em reunião com a PC

Reunião aconteceu na tarde dessa segunda-feira (27)

Entre os assuntos abordados com o delegado da Polícia Civil, Carlos Fernandes, durante reunião na tarde desta segunda-feira (27), está a questão de extorsão, à qual alguns vereadores têm sido vítimas. Conforme informações apontadas, formadores de opinião na cidade, estão exigindo uma mesada para falar bem do Legislativo nas redes sociais.

Durante a reunião foram mostrados áudios, e prints de conversas no whatsapp e redes sociais, em que essas pessoas exigem valores para falar bem do Legislativo. Houve, inclusive, uma conversa que incita violência e subentede-se ameaça de morte. Caso não haja essa “propina”, serão difundidas informações contra os vereadores de forma indiscriminatória.

Desde a última semana, já estão sendo divulgadas nas redes sociais, informações citando nomes de vereadores, sem o devido direito de resposta dos mesmos. Tal atitude, inclusive, fez levantar suspeita de que um vereador esteja sendo procurado pela Polícia Federal por algum crime. Entretanto, o real motivo para que a PF viesse até a cidade, seria outro que não envolve o nome deste vereador em qualquer crime ou irregularidade.

Esse tipo de atitude, feita por comunicadores, é também chamada de mídia marrom, a qual utiliza-se do poder de formar opinião, para difundir calúnias, mentiras e meias verdades lançadas fora do contexto para se alcançar determinado fim, de caráter espúrio. Essas informações são lançadas a público indiscriminadamente, sem provas, sem o direito de resposta e com único intuito de difamar o nome da vítima.

Durante a reunião também foram abordados temas relacionados à Segurança Pública e o delegado foi convidado a comparecer em uma das sessões plenárias para falar a respeito do trabalho que a Polícia Civil vem desenvolvendo na cidade.

“Entre as medidas que a Polícia costuma fazer, diante de atitudes como essas, primeiramente é analisar o fato publicado na rede social. O policial vai classificar esse fato e, sendo um crime de punição de até dois anos, será lavrado um TCO, e se for punido acima de três anos, será aberto um inquérito policial para apurar os fatos. E então a autoridade policia vai representar perante o judiciário, pela quebra desses dados que foram postados na rede social, para estar compilando esses dados, juntando todas as provas, identificando o autor e remetendo à Justiça”, disse o delegado.

O presidente do Legislativo, Odeemes Bráz, falou da importância de a população filtrar as informações divulgadas, e os meios usados. Ouça:

Jaqueline Barbosa

Jornalista tijucana, com formação em Comunicação Social / Habilitação em Jornalismo na Universidade de Uberaba

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