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Agronegócio

BNDES aprova R$ 98,7 milhões à Canápolis Açúcar e Etanol (antiga Triálcool)

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São Paulo, 1 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 98,7 milhões à Canápolis Açúcar e Etanol S.A. para modernização industrial. Em nota, o banco diz que a intenção da empresa é reativar a unidade de Canápolis (MG). “Serão investidos R$ 131,8 milhões no projeto, que contempla o plantio de até 3.350 hectares de variedades protegidas, de clones potenciais de cana-de-açúcar ou de ambas”, informou o banco.

Adquirida em dezembro de 2017, oriunda da massa falida do Grupo João Lyra, a usina está inativa desde a safra 2013/14.

“Na parte agrícola, serão renovados os canaviais em áreas degradadas por falta de investimentos em manutenção. Também serão adquiridos equipamentos e veículos como colheitadeiras, tratores e caminhões, além de implementos agrícolas modernos, que proporcionarão ganhos de eficiência, com otimização de custos operacionais”, disse o banco.

Ao longo do projeto a empresa estima que sejam criados 650 postos de trabalho diretos e 2.205 indiretos.

Fonte: Istoé

Agronegócio

Vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa começa em maio

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Foto: Agência Minas

Produtores rurais de Minas Gerais terão dois meses para imunizar bovinos e bubalinos de todas as idades contra a febre aftosa. A campanha começa em 1/5 e vai até 30/6. Diante do enfrentamento da Covid-19, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e responsável pela gestão da vacinação no estado, receberá as declarações até o dia 10/7. O novo prazo da primeira etapa da campanha anual busca preservar a sanidade dos rebanhos.

Para mais segurança e comodidade durante o período de contenção ao coronavírus, o produtor rural mineiro deve ficar atento às informações sobre a campanha de vacinação em ima.mg.gov.br, já que o atendimento presencial  está temporariamente suspenso. No site, o interessado deve comprovar a vacinação dos animais, usando o formato eletrônico de declaração ou acessando o Portal de Serviços do Produtor. Outra opção é o envio da declaração para o e-mail da unidade do IMA de sua região. O e-mail de cada escritório está disponível neste link.

A imunização do rebanho é obrigatória e fundamental para que o estado mantenha o reconhecimento internacional de zona livre com vacinação. Esse cenário favorece o agronegócio, pois estimula o acesso a mercados internacionais, contribuindo para o Produto Interno Bruto de Minas Gerais.

União e apoio 

O diretor-geral do IMA, Thales Fernandes, pede apoio aos produtores rurais mineiros e reforça que a vacinação é essencial para manter o rebanho sadio e livre de focos da doença. “É muito importante cumprirmos o calendário oficial. Entendemos que o momento é difícil e sem precedentes, mas precisamos, mais do que nunca, nos unir para um trabalho em conjunto, mantendo acordos internacionais que garantam a exportação da carne bovina de Minas Gerais. Prorrogamos o prazo da campanha para dar mais tranquilidade às pessoas”, diz.

Cuidados importantes 

Em virtude do atual cenário, o IMA recomenda ao produtor rural o uso de máscara de proteção ao se deslocar até o estabelecimento para a compra da vacina. A vacina de 2 mililitros deve ser adquirida em estabelecimento credenciado para a revenda e conservada em temperatura entre 2ºC e 8ºC do momento da compra até a vacinação. Recomenda-se também programar a aplicação para os horários mais frescos do dia.

Evite multas 

O produtor que não vacinar os animais estará sujeito a multa de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por animal, o equivalente a R$ 92,79 por cabeça. A declaração de vacinação também é obrigatória e o produtor que não o fizer até 10 de julho de 2020 poderá receber multa de 5 Ufemgs, o equivalente a R$ 18,55 por cabeça.

A febre aftosa é causada por vírus altamente contagioso. A doença é transmitida pela saliva, nas aftas, no leite, no sêmen, na urina e nas fezes dos animais doentes. Inquietação, salivação (babeira), lesões na boca e nas patas são alguns sintomas. O produtor deve notificar imediatamente ao IMA se for verificado animais com estes sintomas. O médico veterinário irá até o local e tomará as providências necessárias.

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Agronegócio

Emater-MG orienta produtores de leite e queijo sobre como amenizar impactos da pandemia

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Foto: Agência Minas

Emater-MG orienta produtores de leite e queijo sobre como amenizar impactos da pandemia

A pandemia do coronavírus tem gerado dificuldades para a comercialização de leite e queijos, segundo produtores rurais mineiros. Para amenizar esses problemas, técnicos da Emater-MG têm orientado a adoção de diversas medidas para diminuir impactos e prejuízos.

A redução dos custos de produção é um exemplo dessas orientações. No município de Porteirinha, no Norte de Minas, no início da paralisação do comércio, pecuaristas doaram parte da produção de leite para instituições filantrópicas, pois não conseguiram vendê-la. “Muito leite foi destinado a instituições de assistência a crianças e adolescentes, asilos e distribuído na periferia do nosso município”, diz o técnico da Emater-MG, Diogo Franklin.

No início de abril, este cenário apresentou melhora. A pecuária leiteira do município vem reagindo: os produtores diminuíram a produção e estão conseguindo comercializar. “As queijarias voltaram a produzir. Isso é importante porque este é o principal destino do leite aqui do município e da região. Também foram feitos alguns ajustes com os laticínios e a captação não foi suspensa”, diz Franklin.

O pecuarista Marcus Vinícius Santos, de Porteirinha, adotou algumas medidas de redução de gastos. Ele diminui o número de ordenhas e não está oferecendo concentrados (alimentos como caroço de algodão e farelo de soja) para os animais. “Isso é para produzir menos leite e ter um destino para esse leite. Muitos tiveram de parar de produzir porque não estava tendo saída”, diz o pecuarista.

Recomendações

Uma das principais sugestões dos técnicos da Emater-MG para evitar prejuízos na pecuária leiteira é a redução de gastos com a alimentação dos animais. Segundo o coordenador técnico regional da empresa, Antônio Domingues, a diminuição de ração para as vacas, quando possível, deve ser gradual. “Reduz-se um terço por semana para evitar problemas de saúde. É preciso colocar os animais com alimentação mais a pasto e misturar os ingredientes que compõem a ração. As vacas que estão com pouco leite devem ser secadas”, afirma.

Domingues orienta o aumento do plantio de capim para que o rebanho tenha maior quantidade de um alimento barato no período de estiagem. Outra dica é a formação de grupos de produtores para realização de compra conjunta, o que facilita obter melhores preços.

Mercado

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor devido à Covid-19, o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais, José Antônio Bernardes, não espera uma queda brusca no preço pago pelo litro do leite ao produtor e nem uma paralisação na captação dos laticínios. “Até o momento não está tendo crise de produção. Há casos específicos em função das indústrias regionais. O queijo sofreu um primeiro impacto, mas o leite foi absorvido de outras formas por outras cadeias produtivas”, diz.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), o ano de 2020 começou favorável para a pecuária leiteira, com preços mais elevados, em função de uma redução da oferta do produto. Para o analista de agronegócios da Faemg, Wallison Lara, com a pandemia, houve uma busca maior nos supermercados por produtos com mais durabilidade, como o leite longa vida, o que gera concorrência entre os laticínios. “Não há receio de desabastecimento no atacado ou no varejo, pois as indústrias de pequeno e médio porte estão fazendo captação local”, afirma.

O pesquisador da Embrapa, Glauco Carvalho, diz que ainda é muito cedo para saber quais os reais impactos no valor pago pelo litro de leite ao produtor. No cenário atual, segundo ele, é possível que esse preço não sofra grandes variações. Isso porque a atividade está entrando no período de entressafra e a oferta de leite nacional ou importado no mercado é baixa. “Por enquanto, o mercado de leite em pó e UHT está dando uma segurada. Já o leite spot, aquele comercializado entre as empresas, está recuando. Essa é a grande preocupação, pois é esse valor que tem maiores reflexos na quantia paga ao produtor”, afirma.

Buscando garantir o abastecimento à população, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou que os estabelecimentos sob inspeção federal recebam leite a granel ou de uso industrial de estabelecimentos com inspeção municipal ou estadual. “É uma notícia importante. Dessa forma, os laticínios de menor porte, distribuídos em diversas regiões do estado poderão manter as suas atividades”, ressalta o diretor técnico da Emater-MG, Feliciano Nogueira.

A pecuária leiteira está entre as principais atividades agropecuárias de Minas Gerais. O estado é o maior produtor nacional de leite. Em 2018, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, pecuária e Abastecimento (Seapa), os pecuaristas mineiros produziram 8,9 bilhões de litros.

Queijo

Há 30 mil produtores de queijo artesanais em Minas Gerais. Alguns relatam dificuldades para manter a atividade devido aos impactos da Covid-19, como o fechamento do comércio. De acordo com o coordenador técnico estadual da Emater-MG, Milton Nunes, essa situação já teve reflexo na redução das vendas e na queda do preço. “Há, de fato, um problema de venda, que se inicia com o fechamento das pequenas lojas e culmina com a diminuição da circulação de dinheiro no mercado. E nesse cenário, dá-se prioridade às coisas essenciais”, diz.

Nunes ressalta que as regiões turísticas são as mais afetadas. “Na da serra da Canastra, Serro, Campo das Vertentes, regiões onde temos muitos turistas, tivemos uma queda grande no valor pago ao produtor e na quantidade de queijo vendido”, frisa.

Produtora de queijo no município de Alagoa, Sul de Minas, Thaylane Siqueira Guedes  conta que, além da redução da demanda pelo produto, enfrenta dificuldades para receber o que havia vendido. “Já tínhamos feito as entregas e demos os prazos para os clientes. Na hora de fazer o pagamento, o pessoal não conseguiu porque os comércios já estavam fechados”.

As orientações são diminuir a produção, reduzir os custos e armazenar queijos para a maturação, visando a comercialização futura. O coordenador da Emater-MG, Milton Nunes, sugere que os produtores se concentrem também nas boas práticas agropecuárias e de fabricação para garantir a qualidade do produto. “É preciso rever onde é possível diminuir custos para que o queijo possa ser produzido de forma sustentável e que a produção não pare”, afirma.

Medidas que, segundo a Associação de Produtores de Queijos de Araxá, região do Alto Paranaíba, já estão sendo seguidas pelos produtores. “Os custos foram reduzidos drasticamente para se adaptar ao novo fluxo de caixa. Alguns começaram a fazer venda parcial de leite”, conta o presidente da entidade, Wilson Menezes.

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Agronegócio

Mapa confirma vacinação contra a febre aftosa

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai manter o calendário 2020 de imunização contra a febre aftosa. Devem ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades. A primeira etapa da campanha nacional de vacinação está confirmada entre os dias 1º a 31 de maio, em boa parte do território nacional.

Conforme entendimento com produtores de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, a campanha de vacinação terá início em 1º de junho.

Segundo o Mapa, “o estado de Goiás solicitou antecipação da vacinação em 11 dias, com provável início para o dia 20 de abril”. A vacinação já estava ocorrendo desde o mês de março no Rio Grande do Sul e em parte do Amazonas e do Pará.

Para evitar a disseminação do novo coronavírus (covid-19), o ministério mudou os procedimentos de comprovação da imunização dos rebanhos contra a febre aftosa, para preservar a saúde dos produtores rurais e, também, do pessoal que trabalha no Serviço Veterinário Oficial (SVO). Conforme nota do Mapa, “não serão exigidas declarações de comprovação da vacinação que impliquem em comparecimento aos escritórios.”

Assim, a Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa orienta que a comprovação da vacinação contra a doença deverá ser realizada, preferencialmente, por meio dos sistemas informatizados, correio eletrônico ou outras soluções à distância.

“Quando não houver alternativa ao alcance, a comunicação presencial poderá ser postergada para um prazo a ser pactuado entre todas as partes envolvidas com o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) no estado ou no Distrito Federal”, assinala o comunicado do ministério.

No final de março, o Mapa determinou que “as entidades de produtores e das revendedoras de vacina contra a febre aftosa deverão se organizar para que a vacina seja, preferencialmente, adquirida junto às revendas agropecuárias por telefone ou outro meio de comunicação à distância disponível”. A orientação ainda detalha que “a entrega pela revenda, pelo sindicato rural ou outra forma de entrega, deverá ser feita diretamente na propriedade rural que a comprou.”

A campanha de vacinação realizada anualmente tem que ser mantida para garantir o reconhecimento de que o gado criado, em diferentes estados, está em áreas livres de febre aftosa conforme estabelece a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Isso permite a exportação da produção nacional de carne.

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