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Brasil e Mundo

Após fuga de presos ligados ao PCC, fronteira do Brasil com Paraguai tem policiamento reforçado

Segundo governo brasileiro, fronteira não foi fechada

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que reforçou o policiamento na fronteira com o Paraguai, com o uso de helicópteros e barreiras. A medida foi tomada após a fuga de 75 prisioneiros da Penitenciária de Pedro Juan Caballero, que fica na fronteira com o país vizinho. No grupo, há 40 brasileiros e 35 paraguaios. A maioria dos fugitivos é integrante do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC).

A pasta esclareceu que a fronteira com o Paraguai não está fechada na região de Mato Grosso do Sul e que brasileiros e paraguaios continuam podendo ir e vir.

O governo do Paraguai, por meio do Ministério do Interior, anunciou o alerta máximo na Polícia Nacional e o destacamento dos melhores investigadores da instituição em Pedro Juan Caballero e nos arredores.

De acordo com o secretário da Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, pelo menos 200 policiais seguiram para o município. Também fazem parte da operação homens do Departamento de Operações de Fronteira, de equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro (Garras).

Em Ponta Porã, três veículos foram encontrados queimados na BR-463, próximo ao distrito de Sanga Puitã, do lado brasileiro da linha internacional que separa os dois países. Como o achado se deu logo após a fuga da penitenciária, Videira acredita que parte dos criminosos fugiu para o Brasil. “Vamos fechar não só a fronteira, mas também as divisas com os estados de São Paulo, Paraná e Goiás, pois já temos a informação de que muitos dos fugitivos são brasileiros de fora do nosso estado”, disse.

As autoridades acreditam que os presos usaram um túnel para fugir da prisão. Um foi recapturado quando tentava escapar pelo túnel. O ministro do Interior, Euclides Acevedo, não descartou a ajuda de agentes penitenciários na fuga. “Aqui há cumplicidade com as pessoas lá dentro e esse é um fenômeno que abrange todas as penitenciárias”, afirmou.

Segundo o ministro, é possível que alguns dos presos já tenham escapado para o Brasil. De acordo com ele, a maioria dos fugitivos é altamente perigosa.

Em publicação no Twitter na tarde de hoje, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, destacou o trabalho do governo brasileiro em parceria com as força de segurança paraguaias para impedir a entrada dos criminosos no Brasil.

“Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram da prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, escreveu Moro.

Em outra postagem, o ministro disse ainda que está à disposição das autoridades paraguaias para ajudar na recaptura dos presos. “Estamos à disposição também para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, ressaltou.

Brasil e Mundo

Coronavírus mata 18.440 em todo o mundo, diz OMS

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Foto: EBC

O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus ultrapassou 400 mil em todo o mundo, com a maior quantidade de mortes na Europa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até a última quarta-feira (25) , o total de infecções havia aumentado em 40.712 em relação ao dia anterior, atingindo 414.179 em 199 países e territórios.

Já o total de mortes teve um crescimento de 2.202, chegando a 18.440.

A Itália registrou a maior quantidade de mortes. O número do governo – 7.503 – é quase o dobro da China.

Líderes de governos locais na Itália têm utilizado a internet para exortar moradores a permanecerem em casa, porque muitas pessoas estão ignorando o confinamento vigente em todo o país, o que agrava a situação.

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Brasil fecha fronteira com Uruguai para estrangeiros

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A fronteira do Brasil com o Uruguai, para estrangeiros vindos do país vizinho, está fechada. A portaria foi publicada, pelo governo brasileiro, na noite deste domingo (22/03), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

Este era o último limite territorial que permanecia aberto, após restrições impostas pelo Brasil na semana passada a moradores de nove países.

A medida vale inicialmente pelos próximos 30 dias, mas caso haja uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), poderá ser prorrogada.

A proibição de cruzar a fronteira com o país vizinho não se aplica em algumas situações: brasileiros natos ou naturalizados; cônjuge ou companheiro uruguaio de brasileiro; uruguaios que tenham filhos brasileiros; estrangeiros residentes no Brasil; profissionais estrangeiros em missão a serviço de organismo internacional e funcionários estrangeiros acreditados junto ao governo brasileiro.

A portaria também não impede o tráfego de cargas, a execução de ações humanitárias previamente autorizadas e o tráfego de residentes fronteiriços.

O descumprimento das regras levará à deportação imediata, além de responsabilização penal, civil e administrativa.

Na semana passada, foi restringida a entrada de estrangeiros vindos da Venezuela e, em seguida, ampliada para outros oito países: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru e Suriname. Diferentemente da portaria que trata dos outros países, a que abrange o Uruguai permite acesso a cônjuges uruguaios de brasileiro e a uruguaios que tenham filhos brasileiros.

Na quinta-feira (19), o país também restringiu, por via aérea, a entrada de estrangeiros de países da Europa, da Ásia e da Oceania.

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Militar detido com cocaína na Espanha é condenado a 6 anos de prisão

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O militar brasileiro membro da comitiva do presidente do Brasil preso no aeroporto de Sevilha com 39 quilos de cocaína aceitou cumprir uma pena de seis anos de prisão e pagar uma multa de dois milhões de euros.

De acordo com a agência Efe, o tribunal concluiu o processo que enviou para que a sentença seja lida, tendo o Ministério Público reduzido o pedido inicial de oito anos de prisão e uma multa de quatro milhões de euros, depois de o sargento brasileiro ter reconhecido as ilegalidades cometidas e ter-se mostrado “profundamente arrependido”.

A polícia espanhola deteve em 26 de junho último no aeroporto de Sevilha o militar brasileiro membro da comitiva à cimeira do G20, no Japão, do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, depois de apreender 39 quilos de cocaína na sua bagagem.

O representante do Ministério Público salientou que considerou o arguido “sincero” e a defesa do militar concordou com a alteração da acusação e a correspondente redução da pena solicitada.

Quando foi à presença do juiz, o sargento admitiu que levava a cocaína na sua bagagem e que a droga lhe tinha sido entregue no Brasil.

“A pessoa que me entregou disse-me que o seu destino era a Suíça e que eu deveria introduzi-la na Europa”, explicou o arguido, acrescentando que tinha por missão ir a um centro comercial “por volta das três ou quatro horas da tarde”, no dia 25 de junho de 2019, para dar a cocaína a outro homem que não conhecia.

“Eu tinha de ir com roupa camuflada e uma camisa verde, e a outra pessoa iria identificar-me através de uma fotografia”, afirmou.

Expulsão

Segundo o militar, que também é alvo de um processo de expulsão por parte do Exército brasileiro, foi “a primeira e única vez na vida” que “fez de forma equivocada uma coisa dessas”. “Passava por dificuldades econômicas. Estou no Exército há 20 anos e nunca tive nenhum caso, mas um militar no Brasil não tem um bom salário. Sempre compro coisas nas minhas viagens, como telemóveis, e vendo-as para ganhar algo extra”, disse.

Os guardas civis (correspondente à GNR) que apreenderam a droga também estiveram no tribunal e concordaram que o acusado lhes explicou na altura que a substância “era queijo”, tendo aberto as suas bagagens porque “é proibido introduzir alimentos de origem animal de países não comunitários”, acrescentando que os “tijolos” que continham as drogas estavam “empilhados como se fosse uma enciclopédia”.

“Estou profundamente arrependido. Peço ao Estado e ao povo espanhol que me perdoem por trazer isso para o seu país”, disse o militar, que concordou que “o castigo é justo” e que depois de cumprir a pena irá voltar ao seu país para estar com a família e tentar encontrar um novo emprego.

A cocaína, 80% pura e avaliada em 1,4 milhão de euros, foi interceptada num controle feito à bagagem do militar de 39 anos que pertencia a uma equipe avançada da comitiva que acompanhava o presidente brasileiro.

Na época, a detenção levou o governo brasileiro a mudar a escala do avião do presidente, que deveria ser feita também em Sevilha, para Lisboa.

O presidente brasileiro ia a caminho de Osaka, no Japão, onde se realizou uma reunião do G20, as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

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