Connect with us

Oi, o que você está procurando?

Cotidiano

TJMG lança campanha contra assédio no carnaval

Mensagem estimula luta e denúncia contra a violência à mulher durante os dias de folia

Cartaz que será distribuído com a marchinha do Quem Ama não Mata, na campanha realizada pelo TJMG (Reprodução)

Muito brilho, glitter, fantasias, batuques e música vão tomar conta das ruas da capital mineira, nos próximos dias, quando a cidade tem a expectativa de realizar um carnaval com centenas de blocos e milhares de foliões.

A tônica deverá ser de festa e alegria, e a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aproveitará a oportunidade para ampliar, junto à sociedade, a conscientização sobre a luta contra a violência à mulher.

Anúncio. Role para continuar a leitura.

Por meio da campanha “Alalaô Não é Oba Oba. #carnavalsemassédio”, o TJMG conclama os foliões para um carnaval livre de assédio. A iniciativa tem o apoio do Movimento Quem Ama Não Mata, da Prefeitura de Belo Horizonte, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip) e da Polícia Civil.

Durante o carnaval, serão distribuídos cartazes nas estações do metrô da cidade, na rodoviária, nas delegacias especializadas em crimes contra a mulher, em todo o Estado e nos juizados especiais na capital, que vão trabalhar em regime de plantão.

Totens serão posicionados na rodoviária de Belo Horizonte, onde serão veiculados vídeos com imagens da campanha. As mensagens – “Diga não à violência contra a mulher”, “Denuncie! Disque 180” e “#carnavalsemassédio” – serão também difundidas nas redes sociais do Tribunal mineiro.

Anúncio. Role para continuar a leitura.

Importunação sexual

Superintendente da Comsiv, a desembargadora Alice Birchal observa que o carnaval de 2019 é  o primeiro em que a importunação sexual será tratada como crime. Um exemplo desse delito, alerta, é “forçar um beijo na boca”.

Por isso, é preciso tomar muito cuidado neste carnaval para não confundir liberdade com esse tipo de ato, disse ela. “As pessoas têm liberdade, e a liberdade sexual também, mas não podem constranger alguém a um ato indesejado”, destaca.

Anúncio. Role para continuar a leitura.

O uso na campanha da hashtag “#carnaval sem assédio”, diz a magistrada, é para que haja a conscientização de que “uma coisa é a brincadeira do carnaval, outra é o corpo da mulher, é ela estar disposta a ter, ou não, relações sexuais com a pessoa que está ao lado dela”, diz.

Por isso, avalia a desembargadora, a campanha é também sobre respeito. “O carnaval é gostoso. Brincar na rua, dançar, tudo isso é apoiado pelo TJMG, mas o ‘não é não’. Nós apoiamos o carnaval, mas também a liberdade sexual das pessoas, a liberdade de estarem nas ruas e não serem molestadas”, ressalta.

A superintendente da Comsiv acrescenta que o crime de importunação sexual pode levar à detenção de 1 a 5 anos. As mulheres que se sentirem lesadas devem procurar um policial próximo a elas, ou telefonar para o número 180.

Anúncio. Role para continuar a leitura.

Marchinha pede paz

Um dos apoiadores da campanha do TJMG, o Movimento Quem Ama Não Mata está por trás da marchinha de carnaval veiculada em um dos vídeos que o Judiciário mineiro irá difundir nos dias de folia.

A marchinha foi criada como forma de ampliar a divulgação do movimento e alertar as mulheres para a importância de denunciar a violência e fugir de relações agressivas. Além disso, chama os homens a respeitar o livre arbítrio das mulheres nos relacionamentos.

Anúncio. Role para continuar a leitura.

De acordo com dados da Polícia Civil, de cada três mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, em Minas Gerais, duas são agredidas por companheiros e ex-companheiros. “Apesar de as mulheres serem livres para se relacionar e muitas já terem sua independência financeira, ainda persiste o machismo e a cultura patriarcal na nossa sociedade”, diz a jornalista e criadora da marchinha, Mônica Santos.

“Há muito tempo, venho acompanhando os inúmeros casos de feminicídio em Minas e no país e decidi descruzar os braços e ajudar na reedição do Movimento Quem Ama Não Mata, juntamente com outras mulheres indignadas com a situação”, acrescenta Mônica. Foi nesse contexto que surgiu a inspiração da marchinha, que brada em seu refrão: “Violência não, assédio também não, paz, alegria e amor no coração.”

O Quem Ama não Mata reproduz um grupo de feministas que realizou, em agosto de 1980, no adro da Igreja São José, em Belo Horizonte, um grande ato de repercussão nacional. A iniciativa surgiu da indignação diante da morte de duas mulheres, Heloísa Ballesteros e Maria Regina Souza Rocha, no espaço de duas semanas.  Na época, a frase “Quem Ama Não Mata” foi pichada em diversos muros da capital mineira, como forma de protesto contra o crime de feminicídio.

Anúncio. Role para continuar a leitura.

Veja também:

Acontece

Foi publicado no Diário Oficial Eletrônico Minas Gerais edital para o leilão de veículos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O conjunto reúne 50...

Justiça

Uma mulher que acusou um colega de trabalho de tê-la assediado sexualmente deverá indenizá-lo em R$ 3 mil por danos morais. O acusado conseguiu comprovar na...

Justiça

A Estratégia Concursos Ltda. foi condenada a indenizar em R$ 60 mil a ex-presidenta da República, Dilma Rousseff, por danos morais e danos à...

Justiça

A 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte autorizou a liberação de R$ 1 bilhão de valores retidos da Vale S/A...

Anúncio