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Editorial

Deputados de fora: valem a pena para o Pontal do Triângulo?

Esse editorial representa a opinião da redação do Portal de Notícias Pontal em Foco e tem o objetivo de mostrar a necessidade da união política regional

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No último pleito estadual e federal, Ituiutaba e região passou por um fenômeno natural em todas as disputas, onde vários candidatos colocaram seus nomes à disposição da população, buscando a vitória (mesmo sabendo que a possibilidade de eleição era remota).
Um detalhe que chama a atenção é o tempo e o dinheiro desperdiçados durante uma eleição destinada ao fracasso, onde candidatos buscam enganar à população com promessas de que a eleição está praticamente vencida e que mais benefícios chegarão em Ituiutaba e nas cidades da região do Pontal do Triângulo Mineiro.

Disputar por disputar?

Não! Simples assim. Segundo o pensamento comum da política retrógrada, que tem por objetivo induzir as pessoas ao erro, alguns candidatos que disputam uma eleição lançam seu nome na mídia e acabam ficando mais conhecidos politicamente, podendo, futuramente, ter mais sucesso em um pleito, o que fortalece a tese de que vale a pena disputar, mesmo sabendo que não há possibilidade de eleição.
Existem vários exemplos de políticos que foram candidatos ao cargo de deputado em 2014, e hoje tem outros cargos, como os vereadores reeleitos, André Vilela e Marco Túlio, ambos do PMDB, e até mesmo o vice-prefeito de Ituiutaba, Gilberto Bernal, do PSBD.
Nem tudo são flores quando se lança um nome almejando um cargo mais alto. E exemplos disso são os vereadores que não conseguiram sua reeleição, como Juarez Muniz e Carlinhos Severino. O caso do ex-vereador, Wanderson Rodrigues, é ainda mais surpreendente, já que o político foi o mais votado da cidade para deputado estadual em 2014, com 25.586 votos, e não conseguiu sua reeleição para vereador, obtendo em 2016 apenas 650 votos.
Ser lembrado por ter perdido uma eleição pode começar a ser um mau negócio para os aventureiros políticos, levando em conta a mudança no perfil do eleitorado.

E o povo?

Que se dane o povo, a força política da região, os benefícios da cidade ter um nome no legislativo estadual e federal acabam indo por água a baixo, devido à fragmentação de votos, que tira totalmente a possibilidade de eleição de um candidato local. A possibilidade real de ter um representante tijucano na Câmara dos Deputados parece ser possível apenas em um cenário onde a cidade apresentaria no máximo dois candidatos, um para deputado federal e outro para deputado estadual. E ainda teria que contar com a ajuda de coligações, e o baixo apoio aos peixes grandes (deputados já eleitos de outras regiões que sugam os votos e desaparecem até as próximas eleições).

O que fazer?

União parece ser a chave mestre para solução dos problemas. Portanto, esse ainda é um sonho impossível, levando em conta as articulações que os grupos políticos veem fazendo na região. O Pontal do Triângulo Mineiro caminha mais uma vez para a possibilidade de ter mais de 10 candidatos ao Legislativo Estadual e Federal, o que trará para o eleitor uma sensação de perda de tempo.
Durante os últimos dois anos, o Pontal em Foco entrevistou várias personalidades políticas, e todos são enfáticos em ressaltar a necessidade da união da região para que se faça um ou dois representantes, porém na maioria das falas os políticos se apresentam como a solução e não como alguém que abriria mão de sua candidatura, em prol do povo, para que outro candidato com mais possibilidade se elegesse. Na política isso se chama EGO.

Importância de um representante

Uma das principais questões são as emendas parlamentares (verbas destinadas pelos deputados federais e estaduais de forma autônoma). Vamos seguir a lógica: por exemplo, se um deputado recebe 80% dos votos em uma determinada região, não há porque ele destinar várias emendas parlamentares para uma área onde obteve apenas 5% de sua votação, daí surge os populares paraquedistas, que dão um passeio por essa região e acabam liberando pequenos valores.

Editorial

A esposa do vice-prefeito ocupa um cargo de nepotismo? Entenda sobre o assunto

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De acordo com o enunciado de súmula vinculante de número 13 do Supremo Tribunal Federal:
“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.”
Essa semana, a Câmara Municipal votou uma indicação do vereador Francisco Tomaz, o Chiquinho, solicitando a exoneração da diretora da Fundação cultural, Cláudia Bernal. Acontece que Cláudia é esposa do vice-prefeito, o que configura, conforme parecer técnico enviado pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), prática de nepotismo.
Entretanto, apenas quatro vereadores aprovaram a indicação de Chiquinho e, o restante, foi contra a atitude do vereador.
Para esclarecer mais sobre nepotismo, indicação parlamentar, entre outros temas, o jornalista Adelino Júnior fez um vídeo a respeito.
https://www.facebook.com/JornalistaAJ/videos/1486106888102900/

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Editorial

Opinião: Novos ônibus da Paranaíba maquiam problemas denunciados pela população

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João Renes, Diretor da Paranaíba. Foto: Jaqueline Barbosa


Quem usa o serviço de transporte público com frequência em Ituiutaba, percebeu, nessa segunda-feira (20), a circulação de veículos da Paranaíba Transportes com uma nova roupagem, nas cores verde e branco, sob título de “Nova Paranaíba”. Muitos rumores a respeito do assunto circularam nas redes sociais, questionando se, se tratava de apenas uma nova pintura ou plotagem dos veículos antigos; se seriam veículos novos ou; até mesmo, se era a nova empresa de transporte coletivo, que tem sido prometida pelo prefeito Fued Dib, para atuar aqui na cidade.
A reportagem do Pontal em Foco, entrou em contato por telefone diversas vezes ao longo da tarde de segunda-feira (20), pedindo esclarecimentos da empresa, entretanto, como vem acontecendo, desde o início deste ano, não fomos atendidos de imediato pelos diretores da Paranaíba aqui em Ituiutaba. Somente no final do dia, em uma conversa informal com o assessor de comunicação da empresa, tivemos os devidos esclarecimentos com relação a essa “surpresa” que a empresa decidiu fazer á população tijucana.
Em contato com o Secretario Municipal de Obras, o engenheiro Vicente de Paula Fontoura Filho, o mesmo disse que a pasta só foi informada, de última hora, a respeito da mudança da frota de veículos da Paranaíba em Ituiutaba. De acordo com ele, na sexta feira (17), um dos diretores da Paranaíba entrou em contato com ele, dizendo que a partir dessa semana, um novo veículo começaria a circular na cidade.
No entanto, em vez de um, foram sete que estão  pelas ruas de Ituiutaba nesta segunda-feira (20). E não são veículos novos, são veículos do ano de 2012 que, passaram por reformas estruturais. À reportagem do Pontal em Foco, Fontoura esclareceu que o investimento nesses veículos foi de iniciativa da Paranaíba, sem nenhum estímulo da Prefeitura, ou ameaça, diante de tantos problemas que vem sendo denunciados pela população. Mas o próprio secretário disse que “vê essa atitude, como uma auto-defesa em função das várias reclamações que a cidade faz do transporte coletivo”.
Logo mais, por volta de 19h, após a reunião ordinária no Plenário da Câmara dos Vereadores de Ituiutaba, o proprietário da Paranaíba, João Renes, esteve na casa, convidado pelos vereadores para prestar esclarecimentos com relação às denúncias. Ele respondeu ao questionamento de vários vereadores.
Quem esteve presente pode notar, pelo teor da pergunta de alguns vereadores, que, pasmem, pareciam já saber as respostas, induzindo o empresário à justificativas superficiais para todos os problemas ocasionados pela empresa e denunciados pela população. Quem não tivesse malícia no jogo que aconteceu na tarde de ontem, deixou passar despercebido situações como essa.
Por outro lado, houve também a devida representatividade, a qual nada mais é que o dever de um vereador na política: um certo vereador fez uma observação muito válida e cabível citar: “O senhor René esteve outrora nesta mesma Casa de Leis respondendo às denúncias, reconhecendo e justificando os erros e fazendo promessas de melhorias. No entanto o tempo passou e nada foi feito. Hoje  [ontem], diante da ameaça de perder a concessão do transporte, está aqui novamente justificando-se e prometendo. Infelizmente, duvido muito que isso vá acontecer”, disse certo vereador. E como não foi citado neste editorial o nome de nenhum vereador, não vamos “dar nome aos bois”, apontando o autor dessa fala. Fica o convite à população, para que participe das sessões ordinárias e acompanhe e interprete, com malícia, os depoimentos do nosso corpo legislativo, e tirem suas próprias conclusões.
As sessões são todas segundas e terças-feiras, às 18h. A pauta de cada sessão é divulgada, antecipadamente, no site da Câmara.

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Destaque

2016 é o pior ano político já registrado

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As eleições que decidirão o futuro do executivo e legislativo municipal começam a chegar, e, com elas, o início das já tradicionais brigas de baixo calão, que acontecem desde os primórdios da democracia.

Os principais problemas são a facilidade e a velocidade na divulgação da informação, que podem ser benéficas para todo um conjunto populacional, porém, o protagonismo que a internet e as redes sociais possibilitam podem gerar uma enorme gama de informações muitas vezes sem confirmação oficial e sem veracidade.

2016 promete ser um dos piores anos políticos da história da democracia quando se diz respeito a veracidade de fatos na internet, já que antes mesmo do pleito eleitoral já são divulgados dados com intuito de difamar possíveis candidatos. Casos de difamação na internet existem desde a criação deste meio e prometem durar ainda um bom tempo.

Existe um grupo de pessoas (inclusive pré-candidatos) que não estão preparados para lidar com internet, e a legislação brasileira encontra dificuldades na punição no crimes cibernéticos.

Como resolver? 

Não existe uma poção mágica que acabe com a irresponsabilidade, principalmente em pleitos eleitorais, levando-se em consideração que há um universo muito maior que o virtual. Candidatos chegam a comprar veículos de comunicação, como jornais, rádios e portais, apenas para o período eleitoral, com o intuito de difamar seus opositores e destacar suas propostas.

A solução mais simples e rápida para o turbilhão de problemas que está por vir são fontes. Isso mesmo! Fontes são de extrema importância para todo jornalismo sério e pode te salvar antes de sair compartilhando qualquer coisa pelas redes sociais ou grupos de mensagens instantâneas. Sempre que você encontrar em um texto as palavras: “De acordo com informações de”, “Segundo informações”, “Em resposta a”, entre outras informações que podem complementar a informação, existe uma boa chance do texto ser verídico e confiável, porém o mais importante é a confiança que o leitor tem no veículo de comunicação e nunca compartilhar algo apenas por ter achado legal sem antes confirmar a veracidade, pois a responsabilidade também é sua!

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