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Caged: Brasil perdeu 40,8 mil empregos formais em janeiro

Caged: Brasil perdeu 40,8 mil empregos formais em janeiro

06/03/2017 10h02 Atualizada há 4 anos
Por: Adelino Júnior
[caption id="attachment_111141" align="aligncenter" width="640"] Entre os setores, as maiores quedas foram registradas em comércio (60.075 vagas a menos) e serviços (9.525). (NELSON ALMEIDA/AFP)[/caption]

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho.

O número de empregos formais no Brasil recuou em 40.864 vagas em janeiro deste ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. O resultado no ano é o saldo de 1.225.262 admissões e de 1.266.126 desligamentos no período, na série com ajustes sazonais. Em janeiro de 2016, foram demitidas a mais que contratadas 99.694 pessoas.  

Setores

Entre os setores, as maiores quedas foram registradas em comércio (60.075 vagas a menos) e serviços (9.525). E os segmentos que mais contrataram em janeiro foram a indústria da transformação (17.501 postos a mais) e agricultura (10.663). Em relação à indústria, o resultado mostra uma situação diferente da vista em janeiro do ano passado, quando foram encerradas 16.553 vagas. O aumento do saldo do emprego no setor neste mês foi concentrado em nove dos doze subsetores que compõem a atividade industrial, segundo o Caged. O Ministério do Trabalho destaca que, apesar da redução nos empregos na construção civil, o ritmo menor que no ano passado chama a atenção. “O saldo (-775 postos) mostrou uma retração menor se comparado aos resultados de janeiro de 2016 (-2.588)”, diz o texto do Caged. Esta é a menor queda mensal para o setor desde o seu último resultado positivo, em fevereiro de 2013.

Regiões

A região brasileira que teve a maior queda nas vagas foi a Nordeste (-0,64%), seguida de Norte (-0.39%) e Sudeste (0,15%), enquanto houve mais admissões vagas que demissões na Centro Oeste (0,41%) e Sul (0,35%). Em todo o ano passado, o país registrou perda de 1.321.994 em vagas, o segundo consecutivo de queda na comparação anual.
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