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Minas Gerais

Jovem diz ter sido torturado para confessar roubo no Centro Oeste do estado

Adolescente de 17 anos afirma ter sido espancado por ser suspeito de invasão a uma residência.
Hematomas pelo corpo, três dentes, uma costela e um dedo quebrados, escoriações, cortes na cabeça e fraturas no rosto. Assim um adolescente de 17 anos foi encontrado, na última quarta-feira, pela Polícia Militar em uma estrada de terra, a 12 km de Abaeté, na região Centro-Oeste de Minas. Segundo a vítima, as agressões teriam sido cometidas por quatro homens que buscavam informações sobre o assalto a uma residência, ocorrido no mesmo dia, no qual supostamente o rapaz teria participação. Ele nega envolvimento no roubo.
Os dois crimes estão sendo investigados pela Polícia Civil, que ainda não informou se o menor participou da invasão à residência. Apesar disso, conforme a Polícia Militar, o jovem já foi detido, em outras ocasiões, por cometer outros delitos. “Me pegaram na casa de um amigo. Com uma arma na cabeça e outra nas costas, me colocaram em uma caminhonete. Eles queriam saber onde estavam as coisas roubadas”, contou. Ele disse que teve as mãos amarradas com cordas e que foi agredido com chutes, socos e pauladas pelo corpo.
O espancamento, que, na versão do rapaz, durou cerca de seis horas – das 15h às 21h –, teria começado em um matagal, na zona rural de Abaeté, e terminado em uma fazenda no povoado de Tabocas, a 12 km da cidade. O menor foi abandonado em uma estrada de terra até ser socorrido pela PM. Ele ficou dois dias no Hospital São Vicente de Paulo, de onde recebeu alta, mas, como voltou a sentir fortes dores, foi levado pela família para o hospital João XXII, na capital, onde está internado.
O adolescente afirma que um dos suspeitos de agredi-lo, de 37 anos, é o proprietário da casa roubada. Ele e outros dois, de 45 e 29 anos, já tiveram os nomes informados à polícia.
O quarto segue sem identificação. Segundo a PM, na quarta-feira, a residência de um dos suspeitos, no bairro São Luiz, foi invadida por ladrões. Eles levaram três TVs, um notebook, um tablet, uma bicicleta, perfumes, roupas, garrafas de bebida, além de um Honda Civic. O veículo foi achado no dia seguinte em Divinópolis. Dois suspeitos foram detidos.
Ameaça. Revoltada com o crime, Giselda Maria de Paula Pereira, 37, decidiu procurar um advogado. Ela quer justiça e proteção para o filho, que diz já ter sido jurado de morte. “Vou mandar meu filho para longe. Quero justiça, porque não precisavam fazer isso com ele”, disse.
A reportagem procurou os suspeitos da tortura. A mulher do dono da casa roubada disse que ele está em viagem e negou que o marido tenha participado das agressões. Ela alegou ter tido prejuízo de R$ 20 mil com o roubo. Um segundo suspeito também negou ter participado do crime e afirmou aguardar as investigações da invasão à casa. O terceiro não foi localizado.
Delegado diz já ter ouvido testemunhas
As investigações sobre as agressões ao menor estão sob responsabilidade do delegado da Polícia Civil de Abaeté, Fabiano Mattos de Melo. Por meio de assessoria de imprensa, o policial informou apenas que já ouviu algumas testemunhas do caso, mas não quis dar detalhes sobre o inquérito.
Ele aguarda o retorno do menor para Abaeté para as oitivas. O adolescente está internado desde a última sexta-feira no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital, devido às fraturas no corpo. Em Divinópolis, o delegado Renato Alves, da Delegacia Especializada de Furtos de Veículos, vai investigar o caso de receptação do Honda Civic.Minientrevista – Giselda Maria de Paula Pereira, 37, mãe do adolescente

 

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Como a senhora reagiu quando soube do roubo à residência?
Eu soube por meio de boatos que meu filho estava envolvido no roubo. Então, eu fui atrás do dono da casa que foi roubada para dizer que, se ele (o adolescente) estivesse nisso, eu ia cobrar uma justificativa. Não quero filho meu envolvido em confusão.
E como o homem reagiu a sua visita? Ele saiu atrás do meu filho junto comigo, no carro dele. Procuramos por ele juntos e fomos na casa de três amigos. Depois disso eu voltei pra casa para ficar com milha filha.
Seu filho estuda ou trabalha? Tem passagens pela polícia?Não estuda nem trabalha. E tem duas passagens pela polícia. Eu sei que ele é um menino custoso, mas ele não teve envolvimento nisso (no roubo à casa).
Seu filho conhece os dois suspeitos que foram presos em Divinópolis?
Não. Ele foi confundido com um dos rapazes que roubaram a casa por se parecer com ele (disse a mulher exibindo fotos do suspeito e do filho em um celular).
Que tipo de ameaça a senhora recebeu por telefone?
Meu caçula, de 14 anos, é portador de deficiência. Ele foi ameaçado.

O Tempo

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