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Saúde e Bem-estar

Campanha de vacinação contra gripe não terá dia D de mobilização social

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Foto: Gil Leonardi

A 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe já começou e segue até o dia 22 de maio. No entanto, para evitar que várias pessoas se aglomerem nas unidades de saúde em uma mesma data, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informa que não será realizado, no estado, o dia “D” de mobilização, previsto anteriormente para o dia 9 de maio.

“É necessário sempre reforçar a importância de se imunizar o maior número de pessoas que compõem o público prioritário, sem esquecer de que também é imprescindível evitar as aglomerações nas unidades de saúde”, afirma a coordenadora estadual do Programa de Imunizações da SES-MG, Josianne Dias Gusmão.

Recomendações

Diante dos casos do Covid-19, o Ministério da Saúde recomenda que os municípios adotem uma série de medidas para evitar aglomerações durante a vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Cada município terá autonomia para definir quais estratégias irá adotar, de acordo com sua realidade e cenário epidemiológico. Contudo, é recomendado que diferentes formatos de organização do processo de trabalho das equipes sejam adotados.

Entre as ações que podem ser adotadas está, por exemplo, a organização das UBS com horário de funcionamento estendido, garantindo a oferta de vacinação na hora do almoço, assim como nos horários noturnos e finais de semana. Unidades com mais de uma equipe podem se organizar em escalas de trabalho flexíveis, a fim de garantir o quantitativo de profissionais necessários para o acesso da população à vacina durante todo o horário de funcionamento do serviço.

Outra recomendação é a disponibilização de um local específico na unidade de Saúde para vacinação do idoso, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, separados do local de vacinação direcionado aos demais grupos.

Realizar a vacinação extramuros, em locais abertos e ventilados e, inclusive, em unidades móveis, também está entre as recomendações do Ministério da Saúde.

Saúde e Bem-estar

Número de mortes por Covid-19 sobe de três para seis em Minas

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O número de mortes em Minas Gerais passou de três para seis de quarta para quinta-feira, 2 de abril. A informação consta no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – SES/MG, divulgado nesta manhã de hoje.

Além disso, outras 53 mortes pela Covid-19 estão em investigação no estado. Há 370 casos confirmados, um aumento de 56 casos em um dia, e 39.084 casos suspeitos.

As três mortes confirmadas nesta data são de pessoas residentes de Contagem, na região metropolitana, Juiz de Fora, na Zona da Mata, e São Gonçalo do Rio Preto, cidade na região central do estado.

A SES/MG não detalhou a idade e sexo dos novos óbitos divulgados, mas informou que dos seis óbitos confirmados até o momento, em quatro foi identificada a presença de comorbidades ou fatores de risco. Nos outros dois casos, as investigações permanecem sendo realizadas.

A faixa etária desses novos pacientes que não resistiram é de 20 a 59 anos, 60 a 79 anos e um caso acima de 80 anos de idade.

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Saúde e Bem-estar

UFU elabora estudo sobre custo de 100 leitos de UTI de Campanha e envia ao Ministério da Saúde

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Estimativa de custos com equipamentos médicos, materiais e estrutura, para 100 pacientes, é de R$ 15.321.181,94 e gastos no valor de R$ 213.431,94 com gases medicinais, a cada 24 horas. (Foto: Marco Cavalcanti)

Atendendo a uma demanda do Ministério da Saúde (MS), o Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde (Niats), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), produziu um estudo para a composição do custo de 100 leitos de UTI de Campanha, que disponham dos mesmos recursos tecnológicos presentes em leitos de UTI de hospitais de caráter permanente, incluindo a oferta de gases medicinais como oxigênio e ar comprimido medicinal. O relatório – acesse AQUI – foi concluído na segunda-feira, 30, momento em que o MS constatou elevação da chamada curva de expansão do perfil epidemiológico Covid-19 no país, o que exige o uso emergencial de recursos para montagem de leitos adicionais de UTI, principalmente nos grandes centros urbanos com maior número de casos da doença.

Segundo uma das coordenadoras do Niats, Selma Terezinha Milagre, da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt/ UFU), a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), metodologia utilizada no estudo, é uma importante ferramenta para a análise de medicamentos, equipamentos médico-assistenciais, procedimentos e protocolos, dentre outras tecnologias em saúde. “A ATS é a metodologia baseada em evidência científica que tem sido utilizada em diversas frentes. Tem salvado vidas, evitado gastos excessivos em saúde e possibilitado melhor aplicação dos recursos e melhor embasamento nos processos de tomada de decisão”, sintetiza.

De acordo com o estudo, a estimativa de custos com equipamentos médicos, materiais e estrutura adequada para a administração dos gases medicinais, necessária para receber 100 pacientes, é de R$ 15.321.181,94. Nesta previsão não estão incluídos investimentos em infraestrutura elétrica, hidráulica e gerenciamento de resíduos. Para o atendimento dos casos graves da doença, o estudo aponta a estimativa de gastos com gases medicinais, a cada período de 24 horas, no valor de R$ 213.431,94.

Selma Milagre comenta que participaram do estudo três pesquisadores do Niats, sete estudantes de graduação e de pós-graduação em Engenharia Biomédica da UFU, com a colaboração de três pós-graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os resultados foram enviados ao Ministério da Saúde e compartilhados com a Direção do Hospital de Clínicas (HC/UFU) e a Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia. Os dados poderão ser utilizados por outras entidades e órgãos de saúde como subsídio técnico-científico para a tomada de decisões relacionadas ao enfrentamento da Covid-19.

Histórico

Criado em 2011, o Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde é um grupo de pesquisa vinculado ao curso de Engenharia Biomédica, da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia, cadastrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e reconhecido pelo Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT). Desde 2012, o grupo é membro da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats), braço científico do MS que estabelece a ponte entre pesquisa, política e gestão, fornecendo subsídios para decisões de incorporação, monitoramento e abandono de tecnologias em saúde no Brasil.

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Saúde e Bem-estar

Minas Gerais amplia capacidade de testagem do Covid-19

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Foto: Pedro Gontijo

Durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (1/4), na Cidade Administrativa, o secretário de Estado de Saúde (SES-MG), Carlos Eduardo Amaral, anunciou reforço no diagnóstico dos casos de coronavírus em Minas Gerais. Agora, além dos laboratórios credenciados que já realizam o processamentos dos exames, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) passará a realizar os testes a partir desta quinta-feira (2/4).

“Além da capacidade operacional da Funed, estamos iniciando uma rede de laboratórios no Estado e a UFMG vai fazer parte disso. Com isso, buscamos realizar mais diagnósticos da população mineira. Atualmente, os exames realizados em Minas são por diagnósticos via PCR, ou seja, é analisada a presença do vírus na mucosa e em secreções nasais do paciente. Com o PCR, identificamos as pessoas que têm presença do vírus, confirmando como positivo para o coronavírus, ou seja, a pessoa está com o vírus”, explicou.

Ainda segundo o secretário, está prevista a entrega de kits de testes rápidos, por parte do Ministério da Saúde, para todos os estados.

Os testes rápidos são diferentes dos PCRS e identificam anticorpos já gerados pelo do vírus. Dessa forma, seu objetivo é saber se a pessoa já teve ou não contato com o vírus em algum momento.

“Esses testes serão importantes para uma fase um pouco mais avançada da epidemia, quando começarmos a pensar em afrouxar ou modificar as medidas de isolamento. Por isso o MS já está sinalizando a distribuição dos testes aos estados. Além disso, também estamos buscando a aquisição desses itens, pois precisaremos ter um pouco mais de segurança sobre quem já teve contato com o Covid-19 e está protegido, e aqueles que não tiveram contato ainda e precisam de cuidados. Do ponto de vista técnico, não achamos interessante a utilização dessa metodologia neste momento”, disse.

Além dessas medidas, Carlos Eduardo Amaral informou que o Governo do Estado conta com a adesão de 48 dos 74 Consórcios Intermunicipais de Saúde ao edital de seleção para o enfrentamento das emergências de saúde em Minas. “Essa adesão tem o objetivo de complementar as ações de serviços de saúde e proporcionar, por meio desses consórcios, mais agilidade no enfrentamento ao Covid-19”, pontuou.

Leitos

A também SES-MG está trabalhando no fortalecimento da assistência e disponibilização de  leitos. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) de Minas Gerais conta com 2.795 leitos de UTI que poderão ser utilizados para atendimento dos casos graves de infecção pelo coronavírus.

De acordo com o secretário, “o Estado conta com 300 leitos de enfermaria que já estão em funcionamento no atendimento a pacientes com Covid-19. Temos, também, 50 leitos de UTI que serão realocados para ampliar o atendimento, e estamos lançando o edital para a contratação de até 2.000 leitos na rede de prestação de serviços associados à secretaria estadual de Saúde. Esse edital será muito importante, pois permitirá a ampliação importante da rede de leitos do Estado”, disse.

Curva epidemiológica

De acordo com o secretário Carlos Eduardo Amaral, a projeção em relação às incidências de casos no estado, realizada pela SES-MG e pela UFMG, indicava uma curva semelhante à de países como China e Itália. Diante disso, o acompanhamento dos casos passou a acontecer diariamente.

“Em 19/3, identificamos esse início da elevação dos casos. Assim, reunimos a equipe técnica e, com esse dados, optamos por iniciar a indicação do isolamento social. Com as ações de isolamento, realizada nas últimas semanas, tivemos um retardamento dessa curva, que deixou de ser verticalizada e começou a ascender lentamente. Isso é muito importante, pois o pico da curva foi retardado e, com isso, a pressão sobre o serviço de saúde está relativamente controlada”, avaliou.

Boletim epidemiológico 1/4

De acordo com o boletim epidemiológico publicado na manhã da última quarta-feira (1/4), Minas Gerais tem 34.018 casos suspeitos para Covid-19 e 314 casos confirmados. Quarenta e cinco (45) óbitos estão em investigação e três óbitos foram confirmados.

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