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Na tarde desta sexta-feira, 13 de março, o Pontal em Foco recebeu a coordenadora de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Ituiutaba, Liliane Lira, que falou sobre a criação do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus no município.

Até o momento não existem casos suspeitos ou confirmados em Ituiutaba. Assista o conteúdo na íntegra no vídeo acima!

Durante a entrevista, o secretário de Desenvolvimento Social entrou em contato via telefone e falou sobre a medida tomada na Pasta após recomendação da Secretaria de Saúde, suspendendo às atividades nós CRAS de Ituiutaba, onde grande parte das pessoas participantes são idosos.

O que é o novo coronavírus?
Coronavírus é uma família de vírus que pode causar danos em animais e em humanos. Em pessoas, pode resultar em infecções respiratórias que vão desde um resfriado até síndromes respiratórias agudas severas. O novo coronavírus (SARS-Cov-2) causa a doença denominada Covid-19, que teve início na China, em dezembro de 2019.

Quais são os sintomas?
Os sintomas do Covid-19 envolvem febre, cansaço e tosse seca. Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia. Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. O Ministério da Saúde estima que os pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentar qualquer sinal da doença.

Qual o período de incubação do vírus?
De acordo com a OMS, a estimativa é que o período de incubação seja de 1 a 14 dias. Ou seja, o vírus teria esse tempo para se manifestar. O mais comum é a manifestação por volta de cinco dias. Mas há pessoas que não apresentam sintomas.

Quais são os maiores problemas e os públicos mais vulneráveis?
A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. No início de março, a taxa de letalidade era de 3,5%. Mas o Ministério da Saúde suspeita que pode ser menor, em razão de haver subnotificação dos casos em alguns países. Os públicos mais vulneráveis são idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares).

Como ocorre a transmissão?
O contágio ocorre a partir de pessoas infectadas. A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença. A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

O novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar?
O novo coronavírus não é transmitido pelo ar a menos que um indivíduo chegue próximo a um paciente infectado a ponto de as formas de contaminação serem possíveis.

É possível pegar o Covid-19 de alguém sem sintomas?
De acordo com a OMS, as chances são pequenas, pois o vírus é transmitido por saliva, espirro, tosse ou catarro, elementos mais presentes quando uma pessoa está com gripe.

Animais de estimação podem transmitir o novo coronavírus?
Não. Não há evidência de que animais de estimação como gatos e cachorros tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa a Covid-19.

Quanto tempo o vírus pode durar em uma superfície?
A OMS informa que não há um tempo determinado, podendo ser de algumas horas a alguns dias. Pode haver diferença também em razão de condições como a temperatura. Por isso, caso alguém suspeite da contaminação de uma superfície ou objeto, a orientação é aplicar desinfetante.

Quais são as medidas de prevenção ao Covid-19?
O Ministério da Saúde explica que não há medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus e indica as seguintes medidas de prevenção:

– lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;
– evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
– evitar contato próximo com pessoas doentes;
– ficar em casa quando estiver doente;
– usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
– não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
– limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
– manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

O uso de álcool gel para prevenção ao coronavírus é eficaz?
Sim. De acordo com o Conselho Federal de Química, o álcool gel é “eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico para a pele”. O grau alcóolico recomendado para o efeito é de pelo menos 70%.

Preciso usar máscara para me proteger?
A máscara não tem efeito algum para pessoas sem o vírus. Ela deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença, pois previne que alguém infectado espalhe o vírus e venha a contaminar outras pessoas. O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus. Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas. Após o uso, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Estou com tosse, febre e dores. Preciso fazer exames para detectar se estou com Covid-19?
Pessoas que apresentem sintomas da doença devem procurar orientação médica, em especial, os postos de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 42 mil postos de saúde espalhados pelo país são capazes de atender 90% dos casos de coronavírus. Estudos indicam que a grande maioria dos casos de Covid-19 são mais leves e poderiam ser atendidos nesse nível de atenção. A população pode buscar os serviços quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre baixa, tosse, dor de garganta e coriza. A partir do relato do paciente é que o médico decidirá sobre a necessidade de se fazer o teste para Covid-19. Atualmente, a recomendação das autoridades sanitárias é que sejam testados apenas os pacientes com sintomas respiratórios e que tenham tido contato com alguém infectado ou que tenham viajado para uma região onde há transmissão da doença. O exame só pode ser feito com solicitação médica. Ele é feito por hospitais públicos e privados e confirmado por laboratórios de referência espalhados pelo Brasil. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que os planos de saúde deverão cobrir os testes realizados na rede privada.

Que instituições podem realizar os testes para Covid-19?
O teste é realizado após avaliação clínica do médico e a pedido dele. A pessoa deve procurar os postos de saúde mais próximos. Até a próxima semana, todos os 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) do país estarão aptos a realizar a testagem para o coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. A capacitação dos laboratórios estaduais está sendo realizada pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em vírus respiratórios junto ao Ministério da Saúde e integra o esforço nacional de vigilância e monitoramento dos casos de coronavírus. Atualmente, além dos laboratórios de referência nacional para testagem do coronavírus, a Fiocruz, no Rio de Janeiro, o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, os laboratórios centrais de São Paulo, Pará, Goiás e o Rio Grande do Sul já foram capacitados e estão testando para a doença.

Existe tratamento para a doença?
Segundo a OMS, 80% das pessoas se recuperam sem precisar de tratamento especial. Não há uma medicação que elimine o vírus. Mas há tratamento para mitigar o avanço da doença e diminuir o desconforto.

Antibióticos ou vitamina D previnem ou curam o novo coronavírus?
Não. Antibióticos não atuam contra o vírus. Da mesma forma, não há evidências científicas que atestem qualquer impacto sobre o vírus de doses de vitamina D.

Voltei de uma viagem internacional e visitei um país com casos de coronavírus. O que preciso fazer?
Caso apresente sintomas, procure uma unidade de saúde e informe a situação para receber orientação médica. A recomendação do Ministério da Saúde é esperar pelo menos 14 dias para avaliar a evolução do quadro de saúde.

O álcool gel é mais eficiente do que lavar as mãos?
Segundo o Ministério da Saúde, o álcool gel tem a vantagem de não apenas higienizar as mãos, mas também objetos com o qual a pessoa teve contato. Isso é especialmente importante para objetos e superfícies compartilhadas por várias pessoas, como em locais de trabalho. Contudo, na higienização das mãos, o ato de lavá-las corretamente (por bastante tempo e de forma detalhada, entre os dedos e debaixo das unhas) é suficiente. A orientação do ministério é que esse procedimento ocorra diversas vezes ao dia. Quem desejar aplicar também o álcool gel ganha um reforço a mais na proteção, mas esta não é uma condição para a higienização das mãos.

Saúde e Bem-estar

Funed habilita 19 laboratórios para o teste de coronavírus em Minas Gerais

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Foto: Agência Minas

Governo de Minas Gerais vai ampliar a rede de testes para o novo coronavírus. Único laboratório público em Minas Gerais, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) publicou nesta quinta-feira (2/4) a habilitação de outros 19 laboratórios aptos a realizar o diagnóstico para identificação da Covid-19. Com a ampliação da rede, a Funed prevê que serão processadas, por dia, 1,8 mil amostras. As análises vão subsidiar a tomada de decisões da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e o monitoramento efetivo da circulação do vírus.

O vice-presidente da Funed, Rodrigo Leite, destaca que a ampliação da rede de laboratórios é um ganho não somente para o governo como para toda a sociedade. “Com uma maior celeridade no diagnóstico dos exames é possível tomar decisões em tempo oportuno e contribuir para reduzir os efeitos da pandemia em nosso estado”, reforça.

A partir desta quinta-feira, os exames também serão realizados em Viçosa e Rio Paranaíba, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); em Diamantina, pela Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); em Montes Claros, pela Unimontes; em Ipatinga, pelo Hospital Márcio Cunha, da Fundação São Francisco Xavier; em Sete Lagoas, pelo Laboratório Santa Lúcia; em Lagoa Santa, pelo Loci Genética Laboratorial, e em Pedro Leopoldo, pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa).

Em Belo Horizonte, além da Funed, os testes serão feitos pelos laboratórios da Fundação Hemominas; da Fiocruz Minas; da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica e do Símile Instituto de Imunologia Aplicada.

O método para a realização dos exames será o RT-PCR, que identifica o material genético, neste caso, o RNA do vírus presente na amostra. Essa técnica é indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Habilitação

Entre os dias 23 e 26/3, a Funed abriu inscrições para os laboratórios interessados em fazer parte da RedeLab Covid-19. Pelo menos 120 instituições se cadastraram e, desses, 47 encaminharam o checklist obrigatório para avaliação. Após a avaliação da documentação, 19 laboratórios foram considerados aptos a ingressar na rede. Eles apresentaram atendimento aos requisitos da RDC 302 de 2005, nível de biossegurança NB2 e capacidade técnica e operacional para executar exames de RT-PCR em tempo real.

Até a próxima terça-feira (7/4) será encaminhado aos laboratórios selecionados um termo de compromisso. O documento deve ser assinado, digitalizado e encaminhado via e-mail para a Funed até a próxima quinta-feira (9/4).

Parceiros e colaboradores

A Funed habilitou os laboratórios em duas categorias: parceiros e colaboradores. “Os parceiros trabalharão de forma integrada com os laboratórios da fundação, com fluxo contínuo de insumos, reagentes, equipamentos, processos e profissionais, ou seja, serão como uma extensão da própria Funed”, explica a diretora do Laboratório Central de Saúde Pública da Funed, Marluce Oliveira. Já os colaboradores, “terão mais autonomia e serão responsáveis por todas as fases do exame, desde o recebimento da amostra até a liberação do resultado no sistema”, complementa.

Confira neste link quais os laboratórios habilitados.

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Saúde e Bem-estar

Número de mortes por Covid-19 sobe de três para seis em Minas

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O número de mortes em Minas Gerais passou de três para seis de quarta para quinta-feira, 2 de abril. A informação consta no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – SES/MG, divulgado nesta manhã de hoje.

Além disso, outras 53 mortes pela Covid-19 estão em investigação no estado. Há 370 casos confirmados, um aumento de 56 casos em um dia, e 39.084 casos suspeitos.

As três mortes confirmadas nesta data são de pessoas residentes de Contagem, na região metropolitana, Juiz de Fora, na Zona da Mata, e São Gonçalo do Rio Preto, cidade na região central do estado.

A SES/MG não detalhou a idade e sexo dos novos óbitos divulgados, mas informou que dos seis óbitos confirmados até o momento, em quatro foi identificada a presença de comorbidades ou fatores de risco. Nos outros dois casos, as investigações permanecem sendo realizadas.

A faixa etária desses novos pacientes que não resistiram é de 20 a 59 anos, 60 a 79 anos e um caso acima de 80 anos de idade.

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Saúde e Bem-estar

UFU elabora estudo sobre custo de 100 leitos de UTI de Campanha e envia ao Ministério da Saúde

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Estimativa de custos com equipamentos médicos, materiais e estrutura, para 100 pacientes, é de R$ 15.321.181,94 e gastos no valor de R$ 213.431,94 com gases medicinais, a cada 24 horas. (Foto: Marco Cavalcanti)

Atendendo a uma demanda do Ministério da Saúde (MS), o Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde (Niats), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), produziu um estudo para a composição do custo de 100 leitos de UTI de Campanha, que disponham dos mesmos recursos tecnológicos presentes em leitos de UTI de hospitais de caráter permanente, incluindo a oferta de gases medicinais como oxigênio e ar comprimido medicinal. O relatório – acesse AQUI – foi concluído na segunda-feira, 30, momento em que o MS constatou elevação da chamada curva de expansão do perfil epidemiológico Covid-19 no país, o que exige o uso emergencial de recursos para montagem de leitos adicionais de UTI, principalmente nos grandes centros urbanos com maior número de casos da doença.

Segundo uma das coordenadoras do Niats, Selma Terezinha Milagre, da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt/ UFU), a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), metodologia utilizada no estudo, é uma importante ferramenta para a análise de medicamentos, equipamentos médico-assistenciais, procedimentos e protocolos, dentre outras tecnologias em saúde. “A ATS é a metodologia baseada em evidência científica que tem sido utilizada em diversas frentes. Tem salvado vidas, evitado gastos excessivos em saúde e possibilitado melhor aplicação dos recursos e melhor embasamento nos processos de tomada de decisão”, sintetiza.

De acordo com o estudo, a estimativa de custos com equipamentos médicos, materiais e estrutura adequada para a administração dos gases medicinais, necessária para receber 100 pacientes, é de R$ 15.321.181,94. Nesta previsão não estão incluídos investimentos em infraestrutura elétrica, hidráulica e gerenciamento de resíduos. Para o atendimento dos casos graves da doença, o estudo aponta a estimativa de gastos com gases medicinais, a cada período de 24 horas, no valor de R$ 213.431,94.

Selma Milagre comenta que participaram do estudo três pesquisadores do Niats, sete estudantes de graduação e de pós-graduação em Engenharia Biomédica da UFU, com a colaboração de três pós-graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os resultados foram enviados ao Ministério da Saúde e compartilhados com a Direção do Hospital de Clínicas (HC/UFU) e a Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia. Os dados poderão ser utilizados por outras entidades e órgãos de saúde como subsídio técnico-científico para a tomada de decisões relacionadas ao enfrentamento da Covid-19.

Histórico

Criado em 2011, o Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde é um grupo de pesquisa vinculado ao curso de Engenharia Biomédica, da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia, cadastrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e reconhecido pelo Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT). Desde 2012, o grupo é membro da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats), braço científico do MS que estabelece a ponte entre pesquisa, política e gestão, fornecendo subsídios para decisões de incorporação, monitoramento e abandono de tecnologias em saúde no Brasil.

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